Brasil registra queda nas exportações para EUA e déficit comercial aumenta

Déficit comercial Brasil-EUA cresce em 28% em novembro, aponta Amcham Brasil. Retração nas exportações brasileiras para os EUA preocupa.

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(Imagem de reprodução da internet).

Retração nas Exportações Brasileiras para os EUA em Novembro

As exportações brasileiras para os Estados Unidos sofreram uma queda significativa em novembro, registrando uma redução de 28,1% em relação ao mês anterior. Este é o quarto mês consecutivo de retração no fluxo comercial entre os dois países, conforme dados divulgados pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil).

O valor das vendas brasileiras para o mercado norte-americano atingiu US$ 2,7 bilhões em novembro, um número que, embora ligeiramente superior ao de outubro, ainda se mostra abaixo do desempenho dos meses anteriores. A Amcham Brasil ressaltou a crescente preocupação com o balanço comercial entre Brasil e Estados Unidos, evidenciando a necessidade de acompanhamento da situação.

A desaceleração na queda das exportações foi atribuída à remoção, em meados de novembro, das tarifas adicionais que chegavam a 50% sobre produtos agrícolas brasileiros. Essa medida, embora importante, não conseguiu reverter a tendência de declínio no volume das exportações brasileiras.

Em contrapartida, as importações brasileiras de produtos americanos apresentaram um crescimento expressivo. As compras brasileiras aumentaram para US$ 3,8 bilhões em novembro, representando um avanço de 24,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Este volume representa o maior registrado desde janeiro de 2025.

O resultado acumulado de janeiro a novembro revelou um déficit comercial de quase US$ 8 bilhões entre Brasil e Estados Unidos. Este valor configura-se como o segundo maior registrado na última década para o período, evidenciando o desequilíbrio comercial entre os dois países.

Segundo a Amcham Brasil, essa disparidade comercial é resultado das distorções geradas pelas tarifas impostas pelo governo, que impactaram negativamente a competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

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