Brasil Recebe Reconhecimento dos EUA como Parceiro Promissor em Minerais Críticos
Os Estados Unidos classificaram o Brasil como um parceiro “muito promissor” na área de minerais críticos. A avaliação foi feita nesta quarta-feira (11) pelo secretário assistente de Estado para Assuntos Econômicos, Energéticos e Empresariais, Caleb Orr.
A iniciativa surge em um momento de crescente interesse global na segurança do fornecimento desses minerais, essenciais para setores como tecnologia e energia.
Apoio da DFC e Projetos Brasileiros
Washington está explorando ativamente oportunidades para apoiar a capacidade produtiva do país, inclusive por meio do financiamento da Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC). Atualmente, dois projetos no Brasil, das empresas Serra Verde e Aclara, já receberam apoio da instituição, demonstrando um interesse concreto na expansão da produção nacional.
Disputa Global e o Interesse dos EUA
A movimentação faz parte de uma estratégia mais ampla de Washington para reduzir a dependência da China nas cadeias globais de suprimentos. Em 2025, Pequim restringiu a oferta de terras raras, o que gerou instabilidade nos mercados internacionais.
O Brasil, com a segunda maior reserva global de terras raras, tem atraído cada vez mais atenção.
Negociações e Potencial Brasileiro
O país detém um potencial significativo na exploração de minerais estratégicos como terras raras, cobre, níquel e nióbio. Delegações estrangeiras têm buscado diálogo com mineradoras brasileiras e com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa grandes empresas do setor. O governo brasileiro ainda analisa formalmente a adesão a uma iniciativa de bloco comercial proposta pelos EUA.
Investimento Estratégico dos EUA
O Projeto Vault, anunciado pelo ex-presidente Donald Trump, com um investimento inicial de US$ 10 bilhões do Banco de Exportação e Importação dos EUA e outros US$ 2 bilhões em capital privado, demonstra o compromisso dos Estados Unidos em fortalecer a produção de minerais estratégicos no Brasil. Participaram das negociações em Washington 55 países, incluindo Coreia do Sul, Índia, Japão, Alemanha, Austrália e República Democrática do Congo.
