Críticas Americanas Recorrentes às Práticas Comerciais Brasileiras
Na última terça-feira (31), o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) divulgou um relatório que, mais uma vez, aponta para o que considera práticas comerciais brasileiras “desleais”. O documento destaca, em particular, a atuação da Rua 25 de Março e as políticas regulatórias adotadas pelo Brasil em relação às grandes empresas de tecnologia americanas.
Essa não é a primeira vez que o governo dos EUA manifesta insatisfação com o comércio brasileiro.
Investigação Anterior e Novas Preocupações
Em julho de 2025, durante a administração Trump, houve uma investigação formal contra o Brasil, impulsionada pela ameaça de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. Essa situação levou a uma abertura de investigação por parte dos EUA. O relatório de 534 páginas, intitulado “Relatório Nacional do Comércio de 2026 sobre Barreiras ao Comércio Exterior”, dedica uma parte significativa – oito páginas – à análise da situação brasileira.
Foco no PIX e Tarifas
Uma das principais preocupações expressas no relatório é o sistema de pagamentos instantâneos PIX. Segundo o USTR, o Banco Central do Brasil estaria oferecendo tratamento preferencial a este sistema, colocando empresas estrangeiras em desvantagem competitiva.
Além disso, o relatório ressalta que o Brasil mantém tarifas elevadas sobre importações em diversos setores, incluindo eletrônicos, produtos químicos, máquinas industriais, têxteis, plásticos e aço. Essa situação gera incerteza para os exportadores norte-americanos.
Preocupações com a Fronteira e Previsibilidade
O governo Trump demonstra preocupação com a falta de previsibilidade das tarifas permitidas pelo Mercosul. Essa incerteza dificulta a estimativa de custos para empresas que desejam fazer negócios no Brasil. O relatório também aborda a questão da venda de mercadorias falsificadas na Rua 25 de Março, defendendo medidas mais rigorosas de fiscalização na fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai.
