Braskem: Chambriard e Nuñez lideram mudanças com Novonor e Petrobras em Assembleia Urgente

Braskem: Novas indicações e acordo polêmico com Petrobras e Novonor! Magda Chambriard disputa a presidência. Saiba mais!

29/04/2026 09:10

2 min

Braskem: Chambriard e Nuñez lideram mudanças com Novonor e Petrobras em Assembleia Urgente
(Imagem de reprodução da internet).

A Braskem (BRKM5) está se preparando para uma Assembleia Geral Ordinária, marcada para quarta-feira (29), onde receberá novas indicações para seu conselho de administração, provenientes da Novonor (ex-Odebrecht) e da Petrobras (PETR4). Entre os nomes apresentados, destaque para Magda Chambriard, atual presidente da Petrobras, que concorrerá à presidência do conselho, e Héctor Nuñez, CEO da Novonor, que será proposto como vice-presidente.

Essa mudança reflete uma série de negociações em andamento na empresa.

Uma das principais alterações envolve a venda da Braskem. Na semana passada, a empresa anunciou um acordo com a Novonor e o fundo de investimento Shine I, assessorado pela IG4, para a venda de aproximadamente 50,1% das ações ordinárias e 34,3% do capital social da Braskem.

O contrato prevê que o FIP registre uma oferta pública para a aquisição das ações restantes. Paralelamente, a Petrobras decidiu não exercer seus direitos de preferência e “tag along” no acordo com a Novonor, assinando um novo acordo com o Shine I, que agora detém o controle da Novonor na Braskem.

O novo acordo estabelece um controle compartilhado, exigindo consenso nas decisões do conselho e da assembleia de acionistas, além de indicar representantes paritários para o conselho e a diretoria executiva. Essa estrutura visa mitigar os riscos e incertezas que a empresa enfrenta.

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A Braskem tem enfrentado dificuldades operacionais devido a um cenário global desfavorável ao setor petroquímico, com margens apertadas e menor demanda em mercados importantes. A situação é agravada por questões internas, como os impactos do desastre ambiental em Maceió, relacionado à exploração de sal-gema, que geram custos e incertezas jurídicas.

Em 2025, a Braskem registrou um prejuízo de R$ 10,3 bilhões, um valor significativamente maior do que o observado no ano anterior, o que pressiona sua capacidade de cumprir compromissos financeiros e exige a preservação da liquidez. Apesar da aprovação sem ressalvas da auditoria da KPMG, os auditores expressaram “incerteza relevante relacionada à continuidade operacional da companhia”, refletindo a complexidade da situação em que a Braskem se encontra.

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