Braskem em Crise: Citi Rebaixamento e Alerta de R$8 para Ação BRKM5

Braskem sofre revés! Citi rebaixa recomendação da ação (BRKM5) e prevê resultados fracos em 2025 e 2026. Saiba mais!

18/02/2026 18:31

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(Imagem de reprodução da internet).

Braskem Sofrre Rebaixamento de Recomendação do Citi

Após um período de alta no mercado, a Braskem (BRKM5) enfrentou uma reviravolta, com o Citi tomando a decisão de rebaixar a recomendação da ação. A mudança, de neutra/alto risco para venda/alto risco, acompanhada de um preço-alvo de R$ 8, reflete preocupações crescentes com o desempenho da empresa.

A ação da petroquímica liderou as quedas no Ibovespa nesta quarta-feira (18), com uma queda de 2,15%, fechando em R$ 9,57. O Citi justificou a mudança após a recente valorização dos papéis, que ultrapassou 15% no último mês, combinada com a expectativa de resultados fracos e incertezas sobre a estrutura de capital da companhia.

Sinais de Alerta e Preocupações do Citi

O banco aponta diversos pontos de atenção, incluindo a possibilidade de um aumento de capital, uma renegociação da dívida ou até mesmo um pedido de recuperação extrajudicial. Além disso, o Citi não acredita em uma melhora nos spreads petroquímicos no curto e médio prazo, o que significa que a diferença entre o custo de produção e o preço de venda dos produtos da Braskem deve continuar apertada, pressionando as margens e limitando o crescimento nos próximos trimestres.

Projeções e Expectativas do Citi

O Citi atualizou seu modelo para a Braskem, incorporando novas estimativas macroeconômicas e dados sobre os spreads petroquímicos. Com isso, a expectativa é que a Braskem apresente um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) fraco no quarto trimestre de 2025 e ao longo de 2026.

Essa projeção reflete spreads mais baixos, somado às incertezas sobre o cenário econômico global e a forte concorrência no setor petroquímico.

Possível Aumento de Capital e Reestruturação

A Braskem divulgará seu balanço referente ao quarto trimestre de 2025 em 26 de março. Enquanto isso, a empresa pode continuar com uma queima de caixa, elevando os riscos para sua estrutura de capital. Apesar de ter uma posição de caixa robusta, o Citi observa uma aceleração na queima de caixa das operações recorrentes, o que pode aumentar a preocupação dos investidores com a necessidade de um aumento de capital ou um desconto na dívida.

Em relação a uma solução para a estrutura de capital da Braskem, o Citi avalia que é pouco provável que a Petrobras (PETR4) aumente sua participação na empresa, pois isso elevaria a dívida bruta da estatal para um patamar que limitaria a política de dividendos.

A empresa e seus acionistas estão avançando nas avaliações para apresentar um plano de reestruturação de capital nos próximos períodos.

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