Braskem Apresenta Prejuízo Bilionário no Quarto Trimestre de 2025
A Braskem (BRKM5) anunciou nesta sexta-feira, 27 de outubro de 2025, um prejuízo líquido de R$ 10,284 bilhões, atribuído aos seus acionistas. O valor é quase o dobro da perda registrada no mesmo período de 2024, quando a companhia reportou um prejuízo de R$ 5,64 bilhões.
O resultado reflete um cenário de instabilidade para a petroquímica global.
Fatores Externos Impactam os Resultados
A empresa atribuiu a deterioração dos resultados a uma série de fatores externos, incluindo a incerteza no cenário econômico global, conflitos geopolíticos e uma guerra tarifária em curso. A sazonalidade do setor também contribuiu para a pressão sobre os spreads químicos e petroquímicos no mercado internacional.
A Braskem ressaltou que a instabilidade econômica global, marcada por conflitos e tarifas, intensificou a pressão sobre a empresa. A empresa também apontou a sazonalidade do setor como um fator agravante, impactando negativamente os spreads.
Desempenho Financeiro em Declínio
Apesar de um leve aumento no Ebitda recorrente, que somou R$ 598 milhões entre outubro e dezembro de 2025, a receita líquida de vendas da Braskem caiu em 7% em comparação com o quarto trimestre de 2024, atingindo R$ 16,101 bilhões.
O aumento do Ebitda não foi suficiente para compensar a queda na receita, indicando que a empresa ainda enfrenta desafios significativos para melhorar sua rentabilidade.
Resultados Anuais Também Negativos
No acumulado do ano, a Braskem registrou um prejuízo líquido de R$ 9,87 bilhões, uma melhora em relação aos R$ 11,32 bilhões reportados em 2024. O Ebitda recorrente anual ficou em R$ 3,15 bilhões, representando uma queda de 45% em relação aos R$ 5,759 bilhões apurados em 2025.
Apesar da redução do prejuízo anual, a empresa ainda demonstra uma deterioração operacional considerável ao longo do ano de 2025.
Endividamento da Braskem Aumenta Preocupações
A estrutura de capital da Braskem também está sob atenção dos investidores. A dívida bruta corporativa da empresa atingiu US$ 9,4 bilhões no trimestre, enquanto a posição de caixa ficou em US$ 2,1 bilhões. A alavancagem corporativa também aumentou para 14,74 vezes, refletindo o menor Ebitda.
