Com o preço do petróleo em alta e a persistência de tensões geopolíticas globais, a Brava (BRAV3) tem se destacado na bolsa brasileira. Na segunda-feira (30), as ações da petroleira avançaram significativamente, impulsionadas pelo cenário favorável.
Por volta das 12h40 (horário de Brasília), as ações da Brava subiram 5,83%, atingindo uma cotação de R$ 20,70, após terem alcançado um aumento de quase 7% durante a manhã. O desempenho da Brava no acumulado de 2026 já representa um ganho de 23,15%.
O Ibovespa também apresentava um bom desempenho, subindo 1,48%, aos 84.246,21 pontos.
Novos Poços em Desenvolvimento
A Brava está investindo em expansão com a perfuração de quatro novos poços. Dois deles serão localizados no campo de Papa-Terra, na Bacia de Campos, e outros dois em Atlanta, na Bacia de Santos. A operação será realizada pela sonda Lone Star, com a Constellation atuando como operadora.
A previsão é que a conclusão da perfuração ocorra no primeiro trimestre de 2027. A expectativa é que, entre março e setembro de 2026, os poços de Papa-Terra sejam concluídos, com a conexão à infraestrutura e o início da produção no quarto trimestre do mesmo ano.
Posteriormente, a sonda será deslocada para Atlanta, com expectativa de início da produção no segundo trimestre de 2027.
Investimentos Estratégicos
O plano de investimentos da Brava prioriza Atlanta, que concentra 65% do orçamento previsto (capex), enquanto Papa-Terra responde pelos 35% restantes. Para a execução da campanha, a empresa mobilizou fornecedores como McDermott, SLB, Baker Hughes, OneSubsea e Prysmian. “Com a implementação desses novos poços, avançaremos na captura de valor dos nossos ativos, aumentando a produção, maximizando a eficiência da infraestrutura existente e reduzindo o custo por barril, o que reforça a resiliência e a competitividade do nosso portfólio”, afirma o diretor de operações offshore da Brava, Carlos Travassos.
Fatores de Sustentação
O bom desempenho da Brava na bolsa está diretamente ligado à alta do petróleo. Segundo análises do BTG Pactual, a commodity deve se manter sustentada por uma combinação de choques de oferta e incertezas geopolíticas. O banco destaca três fatores principais: o cenário global ganhou novos contornos com as recentes ameaças do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, ao Irã, que voltou a questionar as negociações sobre um cessar-fogo, e a resposta de Teerã, que classificou as propostas americanas como “fora da realidade”.
