BRB e Banco Master: Investigação Revela Irregularidades e Prisão Preventiva

BRB investigado por B3: Operação Compliance Zero apura irregularidades e transferências suspeitas. Daniel Vorcaro é preso.

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(Imagem de reprodução da internet).

O Banco de Brasília (BRB) se viu envolvido em uma complexa situação após questionamentos da B3, a bolsa de valores brasileira, em decorrência de uma reportagem do jornal Valor Econômico que apontava possíveis irregularidades em suas transações.

Em resposta, o banco divulgou um comunicado detalhando as decisões tomadas, afirmando que todas foram baseadas em estudos técnicos e aprovadas por órgãos internos e comitês, seguindo rigorosas práticas de governança e gestão de riscos.

O comunicado ressaltou que operações fraudulentas envolvendo o Master foram interrompidas, utilizando tanto devoluções em dinheiro quanto a transferência de ativos para restabelecer o balanço do BRB. Aproximadamente R$ 10 bilhões em ativos foram substituídos, sempre com acompanhamento e comunicação ao Banco Central (BC), garantindo o controle dos indicadores prudenciais do banco.

Adicionalmente, o BRB esclareceu a contabilização da venda de parte da Financeira BRB, explicando que a operação foi conduzida através de um processo competitivo iniciado em fevereiro de 2024. O registro contábil seguiu orientações do BC para refletir a data de efeitos do contrato.

Detalhes da Investigação

A investigação envolve a Operação Compliance Zero, que apura um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos por instituições do Sistema Financeiro Nacional. O crime de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa estão sendo investigados.

Liquidação do Banco Master e Afastamento de Gestor

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, que enfrentava dificuldades financeiras. Paralelamente, o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado por 60 dias.

Transações Suspeitas e Transferências de Recursos

Investigações revelaram que o BRB transferiu cerca de R$ 12,2 bilhões ao Banco Master no primeiro semestre de 2025 para a compra de carteiras de crédito, antes de formalizar a intenção de compra. Após análise do BC, constatou-se que as carteiras eram falsas.

Continuidade da Investigação e Prisão Preventiva

Diante da continuidade dos crimes, o Banco Central autorizou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e outros diretores. A investigação aponta para a utilização de documentos falsos com data de 2024 para simular a existência de carteiras de crédito consignado bilionárias, com informações de associações ligadas a Augusto Lima, sócio de Vorcaro.

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