O Banco de Brasília (BRB) se viu envolvido em uma complexa situação após questionamentos da B3, a bolsa de valores brasileira, em decorrência de uma reportagem do jornal Valor Econômico que apontava possíveis irregularidades em suas transações.
Em resposta, o banco divulgou um comunicado detalhando as decisões tomadas, afirmando que todas foram baseadas em estudos técnicos e aprovadas por órgãos internos e comitês, seguindo rigorosas práticas de governança e gestão de riscos.
O comunicado ressaltou que operações fraudulentas envolvendo o Master foram interrompidas, utilizando tanto devoluções em dinheiro quanto a transferência de ativos para restabelecer o balanço do BRB. Aproximadamente R$ 10 bilhões em ativos foram substituídos, sempre com acompanhamento e comunicação ao Banco Central (BC), garantindo o controle dos indicadores prudenciais do banco.
Adicionalmente, o BRB esclareceu a contabilização da venda de parte da Financeira BRB, explicando que a operação foi conduzida através de um processo competitivo iniciado em fevereiro de 2024. O registro contábil seguiu orientações do BC para refletir a data de efeitos do contrato.
Detalhes da Investigação
A investigação envolve a Operação Compliance Zero, que apura um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos por instituições do Sistema Financeiro Nacional. O crime de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa estão sendo investigados.
Liquidação do Banco Master e Afastamento de Gestor
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, que enfrentava dificuldades financeiras. Paralelamente, o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado por 60 dias.
Transações Suspeitas e Transferências de Recursos
Investigações revelaram que o BRB transferiu cerca de R$ 12,2 bilhões ao Banco Master no primeiro semestre de 2025 para a compra de carteiras de crédito, antes de formalizar a intenção de compra. Após análise do BC, constatou-se que as carteiras eram falsas.
Continuidade da Investigação e Prisão Preventiva
Diante da continuidade dos crimes, o Banco Central autorizou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e outros diretores. A investigação aponta para a utilização de documentos falsos com data de 2024 para simular a existência de carteiras de crédito consignado bilionárias, com informações de associações ligadas a Augusto Lima, sócio de Vorcaro.
