BTG Pactual aponta “era da vaca leiteira” no setor de educação brasileiro

Analistas do BTG Pactual preveem “era da vaca leiteira” no setor de educação, com destaque para COGN3 e Laureate. Retorno de 40% projetado para ações.

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

O setor de educação no Brasil está atualmente em um período que os analistas do BTG Pactual descrevem como a “era da vaca leiteira”, um momento que gera bons retornos para os acionistas. O relatório da instituição prevê que essa fase persistirá, mantendo um clima otimista em torno do setor.

Recomendações de Ações

Os analistas da Cogna (COGN3) elevaram a recomendação para “Compra”, com uma projeção de valorização de 40%. A Laureate, que controla as universidades Anhembi Morumbi e FMU, também é apontada como a principal aposta, com potencial de lucro de 12% para os acionistas.

Estratégias das Empresas do Setor

Desde 2023, as empresas do setor têm priorizado a redução do endividamento, a busca por ganhos de eficiência, a preservação de caixa, o aumento da exposição a segmentos de ensino superior, como medicina, e uma disciplina mais rigorosa nos investimentos, evitando grandes operações de fusões e aquisições.

Desempenho Financeiro Recente

Nos últimos dois anos, o setor de ensino apresentou uma geração de caixa robusta, com uma média de 16% em relação à receita.

Análise das Eras do Setor

Nos últimos 15 anos, o mercado de educação brasileiro passou por diferentes fases. As características de cada uma delas são:

Riscos e Considerações

Apesar da perspectiva positiva, o BTG Pactual alerta para alguns riscos. Um retorno prematuro a estratégias de crescimento acelerado, que já causaram problemas no passado, é um dos principais. No entanto, os analistas consideram essa possibilidade improvável, devido ao recente período de dificuldades financeiras e aos aprendizados sobre a alocação de capital.

Outro ponto de atenção é o novo marco regulatório, que aumenta a carga presencial nos cursos de graduação. Os impactos devem ser limitados até 2026, mas podem se tornar mais relevantes a partir de 2027, especialmente em relação à infraestrutura dos polos de ensino a distância.

Além disso, os resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) introduzem incertezas regulatórias em um segmento que até então era considerado estável.

Sair da versão mobile