BTG Pactual lança carteira de ações ESG recomendada para 2026
BTG Pactual lança carteira de ações ESG para 2026, com Sanepar (SAPR11) e Raia Drogasil (RADL3) em destaque. A carteira inclui 10 ações com foco em sustentabilidade e valor financeiro
Recomendação de Ações ESG – BTG Pactual (Janeiro 2026)
O BTG Pactual divulgou sua carteira recomendada de ações com foco em ESG para o ano de 2026, mantendo a estratégia de combinar geração de valor financeiro com critérios ambientais, sociais e de governança. O portfólio inclui duas adições em relação à composição anterior: Sanepar (SAPR11) e Raia Drogasil (RADL3).
A instituição acredita que essas mudanças refletem uma maior exposição ao setor de serviços básicos e a inclusão de empresas com um caminho mais claro de crescimento e melhoria operacional.
Ações Recomendadas e seus Argumentos
A carteira recomendada do BTG Pactual para janeiro de 2026 inclui dez ações ESG. Cada uma delas apresenta um perfil específico, com argumentos que sustentam a recomendação. A análise considera fatores como potencial de crescimento, resiliência a cenários econômicos e compromisso com práticas sustentáveis.
Análise das Ações
- Axia Energia (AXIA3): A empresa se destaca pela expectativa de benefícios do cenário de preços de energia e pela geração de caixa e pagamento de dividendos. A empresa tem metas de emissões líquidas zero até 2030 e investe em projetos ambientais.
- Copel (CPLE3): Após a migração para o Novo Mercado, a Copel se beneficia de maior liquidez e atratividade para investidores. A empresa já atingiu 100% de energia renovável e investe em segurança e treinamento.
- Cyrela (CYRE3): A Cyrela é vista como uma tese de beta de alta qualidade, com resultados operacionais fortes e foco na expansão do programa Minha Casa, Minha Vida. A empresa possui um plano ESG estruturado com quatro pilares: governança, planeta, pessoas e prosperidade.
- Equatorial (EQTL3): A Equatorial é considerada uma excelente tese de carrego, com contratos de longa duração e proteção contra inflação. A empresa possui pilares como descarbonização, gestão eficiente de recursos naturais e foco em colaboradores e comunidades.
- Itaú Unibanco (ITUB4): O Itaú é a tese preferida do BTG entre os grandes bancos, com um balanço sólido e potencial de crescimento. A instituição tem metas de redução de emissões de carbono e transparência no relacionamento com clientes.
- Localiza (RENT3): A Localiza apresenta tendências positivas em seus segmentos, com potencial de se beneficiar de juros mais baixos. A empresa possui governança corporativa forte e práticas como lavagem de carros sem água e frota flex.
- Nubank (ROXO34): O Nubank permanece como uma das principais escolhas de longo prazo, com retomada do crescimento e foco em inclusão financeira e diversidade. A estratégia ESG da empresa está fortemente concentrada no pilar social.
- Raia Drogasil (RADL3): A companhia apresenta um desempenho consistente e projeta um crescimento anual composto do lucro por ação. A empresa prioriza o acesso à saúde, incentivo a hábitos saudáveis e redução do impacto ambiental.
- Rede D’Or (RDOR3): A Rede D’Or atingiu um estágio equilibrado de geração de caixa e expansão, com potencial de expansão de múltiplos. A empresa possui um plano ESG estruturado com metas ambientais de redução de consumo e emissões.
- Sanepar (SAPR11): A Sanepar negocia a múltiplos baixos, mas o BTG acredita que avanços em eficiência podem destravar uma expansão relevante de múltiplos. A empresa se concentra na oferta de água de qualidade e na gestão de resíduos.
Conclusão
A carteira recomendada do BTG Pactual para 2026 reflete uma abordagem estratégica que combina o potencial de crescimento com o compromisso com práticas sustentáveis. A seleção das ações considera fatores como resiliência, governança e impacto ambiental e social, buscando gerar valor para os investidores a longo prazo.
Autor(a):
Redação
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