BTG Pactual projeta cenário positivo para FIIs em 2026, com foco em qualidade e segmentos-chave

BTG Pactual projeta cautela para FIIs em 2026, com foco em ativos de qualidade e segmentos com potencial de valorização, apesar da disputa eleitoral.

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(Imagem de reprodução da internet).

Fundos Imobiliários em 2026: Análise do BTG Pactual

Após um 2025 positivo para os fundos imobiliários (FIIs), com o IFIX atingindo máximas históricas e uma valorização superior a 20%, os investidores agora avaliam o cenário para 2026. A expectativa é de que a volatilidade permaneça controlada, principalmente devido à disputa eleitoral de outubro.

Apesar dos riscos associados às eleições, a visão do BTG Pactual sobre o cenário macroeconômico é positiva. Em relatório, o banco destaca a tendência de queda da taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, o que deve reduzir a volatilidade e melhorar o ambiente para ativos de risco, especialmente aqueles com geração recorrente de renda.

Estratégia do BTG Pactual para 2026

Os analistas Daniel Marinelli e Matheus Oliveira avaliam que as incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de ativos a preços atrativos. No entanto, a alocação em 2026 deve ser mais criteriosa, privilegiando fundos maiores, com boa estrutura de capital e com ativos de qualidade.

A estratégia do banco é aumentar gradualmente a exposição aos fundos da classe, evitando movimentos abruptos, focando em ativos com localização consolidada e previsibilidade do fluxo de caixa.

Segmentos de FIIs em Destaque

Dentro dos fundos imobiliários, os fundos de tijolo (investimentos em imóveis físicos) continuam sendo a principal aposta. Diversos segmentos negociam abaixo do valor patrimonial, apesar da melhora operacional, o que mantém espaço para apreciação no médio e longo prazo.

Os FIIs de shopping centers, impulsionados pela isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, apresentam perspectiva positiva. Já os FIIs de lajes corporativas ainda apresentam oportunidades de entrada, com descontos expressivos em relação ao valor patrimonial, especialmente em regiões como Faria Lima, Pinheiros e Vila Olímpia.

FIIs de Papéis e a Selic

Embora os FIIs de recebíveis imobiliários devam passar por uma redução gradual nos dividendos ao longo de 2026, refletindo a queda da Selic, o segmento continua competitivo e oferece menor volatilidade de cotas comparado aos fundos de tijolo. Além disso, o nível elevado dos juros reais favorece estruturas indexadas à inflação, que se beneficiam ao combinarem carregamento elevado com potencial de valorização por conta do fechamento da curva.

Os FIIs que investem em cotas de outros FIIs, ampliam os movimentos do mercado, lidando com o desconto da cota do FOF na bolsa e do desconto dos fundos da carteira.

A análise do BTG Pactual sugere uma abordagem cautelosa e seletiva para a alocação em FIIs em 2026, com foco em ativos de qualidade e em segmentos com potencial de valorização.

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