BTG Pactual Revela: Quais Construtoras São as Melhores Investimentos em 2026?
Cyrela e Helbor em alta! BTG Pactual revela oportunidades no setor imobiliário com juros altos. Descubra as ações que podem valorizar 49% e 21% em 2026!
Construtoras em Foco: Análise do BTG Pactual para 2026
Em um cenário econômico ainda desafiador, com a taxa Selic em 15% e juros de hipoteca em 14%, as construtoras de médio e alto padrão continuam a apresentar um desempenho interessante, segundo a análise do BTG Pactual. O banco destaca que, apesar da incerteza política com o período eleitoral se aproximando, algumas empresas do setor conseguiram manter a rentabilidade.
A expectativa é de que os juros comecem a cair gradualmente em março, mas a cautela permanece.
Recomendações do BTG Pactual para 2026
O BTG Pactual revisou suas recomendações para oito construtoras. A Cyrela (CYRE3) continua sendo a principal recomendação do banco, devido à sua diversificação de receitas, que inclui um percentual significativo proveniente do programa Minha Casa, Minha Vida, um segmento considerado mais resiliente em momentos de juros altos.
Além disso, o valuation da Cyrela é considerado atrativo, com múltiplos de preço sobre lucro de 6,5x para 2026.
Helbor (HBOR3) em Destaque
A recomendação para a Helbor (HBOR3) foi elevada de “neutra” para “compra”. O banco acredita que a ação está subvalorizada, negociada a 0,4 vez o valor patrimonial. Apesar da alta alavancagem da empresa, o BTG espera que a Helbor possa gerar caixa com a venda de estoques e terrenos, além de reduzir o endividamento com a queda dos juros.
O banco estabeleceu um preço-alvo de R$ 4,10 para a Helbor, o que representa um potencial de alta de 49%.
Melnick (MELK3) Recebe Atenção
A Melnick (MELK3) teve sua recomendação revisada de “Compra” para “Neutra”. Essa mudança não se deve a problemas operacionais imediatos, mas sim à baixa expectativa de crescimento no cenário atual. A Melnick possui uma alta concentração de participação no mercado de Porto Alegre, o que limita o potencial de expansão.
Embora a empresa possa expandir para outras regiões por meio de parcerias, o BTG avalia que essa estratégia envolve riscos maiores, pois os projetos não ficam sob controle direto da empresa e podem exigir mais investimentos, o que poderia pressionar a distribuição de dividendos no curto prazo.
O preço-alvo para MELK3 é de R$ 4,80, com um potencial de valorização de 21%, negociando a 7 vezes o lucro estimado para 2026.
Autor(a):
Redação
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