C&A aciona queda de 18% na ação após dados de vendas decepcionarem no varejo

C&A (CEAB3) vê ação cair 18% após dados fracos e liquidação antecipada. Vendas “mesmas lojas” estagnadas e concorrência acirrada no varejo de moda.

06/01/2026 12:01

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(Imagem de reprodução da internet).

A C&A (CEAB3) iniciou o ano com uma performance significativamente diferente do desempenho observado no fechamento do ano anterior. Após um período de valorização acumulada de mais de 60% no ano passado, a ação sofreu uma queda de 18% em apenas dois dias.

No dia 5, os papéis CEAB3 registraram uma queda de 15,71%, fechando a R$ 10,46.

Dados Preliminares e Desempenho de Vendas

A causa da queda parece estar relacionada a dados preliminares do quarto trimestre de 2025 divulgados antecipadamente para analistas setoriais. O Brazil Journal reportou que as vendas “mesmas lojas” (SSS), uma métrica crucial no varejo, não apresentaram crescimento nos últimos três meses de 2025, com uma média entre 4% e 5% na comparação anual.

A C&A informou que as vendas em outubro foram consideradas “ok”, enquanto em novembro apresentaram desempenho abaixo do esperado, com a expectativa concentrada em dezembro, que não se concretizou. A varejista destacou que a demanda em dezembro foi focada em produtos de menor valor, mas o sortimento disponível nas lojas não estava adequado para atender a essa demanda.

Medidas de Liquidação e Concorrência

Para tentar reverter a situação, a C&A avançou a liquidação típica de janeiro para o final de dezembro. O banco UBS BB apontou um fluxo mais fraco em shoppings e lojas físicas, em contraste com o crescimento das compras online. Empresas como Mercado Livre, Amazon e Shopee competem pelo mesmo poder de compra do consumidor.

A Black Friday de novembro foi considerada promocional, acima do normal, pelo banco. Além disso, as promoções nas lojas físicas em dezembro foram mais intensas do que o planejado. A antecipação das liquidações também foi adotada por outras varejistas, como H&M e Zara, indicando um cenário fraco para o setor de moda.

Projeções e Resultados da Renner

O BTG Pactual projeta que a receita líquida de vestuário da C&A cresça apenas 1% no quarto trimestre, na comparação anual, com as vendas “mesmas lojas” praticamente estáveis. No entanto, as vendas líquidas consolidadas devem cair 3% em relação ao quarto trimestre de 2024.

Para a Lojas Renner (LREN3), o BTG espera um crescimento de 2,5% nas vendas “mesmas lojas” e um aumento de 4% na receita bruta, com uma margem bruta crescendo 10 pontos-base para 55,9%.

Considerações Finais

A divulgação do balanço do quarto trimestre da C&A está prevista para 24 de fevereiro. O cenário atual indica desafios para a varejista de moda, com dados de vendas fracos e uma concorrência acirrada no mercado.

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