C&A (CEAB3) Registra Queda e Desempenho Fraco em 2025
C&A (CEAB3) registra queda de 18% após dados negativos do 4T de 2025. Ações caem, mas indicam realização de lucros. Vendas SSS estagnadas e concorrência acirrada
C&A (CEAB3) Enfrenta Desempenho Fraco no Quarto Trimestre
A C&A (CEAB3) iniciou o ano com uma trajetória distinta em relação ao seu desempenho no fechamento de 2025. Após um período de valorização acumulada de mais de 60% no ano anterior, a varejista de moda experimentou uma queda de 18% em apenas dois dias úteis.
No dia 5, as ações CEAB3 registraram uma queda de 15,71%, fechando a R$ 10,46.
Apesar da queda, alguns assessores de investimento apontaram para a realização de lucros. A varejista teria compartilhado dados preliminares do quarto trimestre de 2025 com analistas setoriais, e os números não foram positivos. De acordo com o Brazil Journal, as vendas nas mesmas lojas (SSS), que descrevem o balanço por SSS, não apresentaram crescimento nos últimos três meses do ano passado, uma métrica crucial para o varejo, com uma média entre 4% e 5% na comparação anual.
Detalhes do Desempenho da C&A
A C&A informou que as vendas em outubro foram consideradas “ok”, em novembro não atingiram o esperado e a expectativa para dezembro não se concretizou. A varejista destacou que a demanda em dezembro foi focada em produtos de menor valor, mas o sortimento nas lojas não estava adequado para atender à procura.
Para tentar reverter a situação, a C&A antecipou a liquidação típica de janeiro para o final de dezembro. No entanto, o portal UBS BB ressaltou um fluxo mais fraco em shoppings e lojas físicas, em comparação com as compras online.
Concorrência e Mercado
Empresas como Mercado Livre, Amazon e Shopee não são concorrentes diretas da C&A, mas disputam o mesmo “bolso do cliente”. A Black Friday de novembro foi descrita pelo banco como promocional “além do que é normal”. Além disso, as promoções nas lojas físicas em dezembro foram maiores do que o planejado.
A antecipação das liquidações de janeiro para a última semana de dezembro não foi exclusiva da C&A; H&M e Zara também adotaram essa estratégia, indicando um cenário fraco para varejistas de moda em geral.
Projeções e Resultados de Outras Empresas
Para o BTG Pactual, a receita líquida de vestuário da C&A deverá crescer apenas 1% no quarto trimestre, na comparação anual. As vendas nas mesmas lojas (SSS) devem permanecer praticamente estáveis na mesma comparação, mas as vendas líquidas consolidadas devem cair 3% em relação ao quarto trimestre de 2024.
Em contraste, para a principal concorrência da C&A, as Lojas Renner (LREN3), o BTG não espera um quarto trimestre tão fraco. As vendas nas mesmas lojas da Renner devem crescer 2,5% na comparação anual, com a receita bruta do varejo aumentando 4%.
Os analistas também preveem um crescimento de 10 pontos-base na margem bruta, para 55,9%.
Desempenho das Ações
As ações LREN3 caíram 3% na segunda-feira (5), mas subiram 1% nesta terça-feira (6), por volta das 11h20 (horário de Brasília). Já as ações CEAB3 revertem parcialmente as perdas da véspera, com alta de 1,5% no mesmo horário. A divulgação do balanço do quarto trimestre da C&A está prevista para 24 de fevereiro.
Autor(a):
Redação
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