Café e Fibrilação Atrial: Estudo Surpreende e Abre Novas Perspectivas
Estudo surpreende: café pode reduzir arritmias em pacientes com fibrilação atrial. Pesquisa acompanha pacientes nos EUA, Canadá e Austrália.
Café e Arritmias: Um Estudo Surpreende
Você já deve ter percebido que a relação entre alimentos e a saúde é frequentemente instável. Um alimento pode ser benéfico em um momento e prejudicial em outro. Essa realidade se aplica a diversos produtos, incluindo o ovo, o leite de vaca, o vinho, o chocolate e, mais recentemente, o café.
A recomendação tradicional de cardiologistas é cautela com a cafeína, especialmente para pessoas com fibrilação atrial, uma arritmia que afeta milhões de indivíduos globalmente. No entanto, um novo estudo desafia essa visão.
Estudo Revela Possíveis Benefícios
O estudo “Does Eliminating Coffee Avoid Fibrillation (Decaf)” foi publicado no Journal of the American Medical Association e apresentado no congresso da American Heart Association, em Nova Orleans. A pesquisa investigou a relação entre o consumo de café com cafeína e o risco de batimentos irregulares.
Como Foi Realizado o Estudo
Os pesquisadores acompanharam 200 pacientes com arritmia persistente por seis meses. Os participantes eram idosos residentes nos Estados Unidos, Canadá ou Austrália e já tinham o hábito de consumir café. Eles foram divididos aleatoriamente em dois grupos, sendo que ambos fizeram check-ups por vídeo, relataram o consumo de café e utilizaram eletrocardiogramas e monitores cardíacos para detectar batimentos irregulares.
Resultados Surpreendentes
O resultado do estudo foi inesperado: os indivíduos que consumiram café apresentaram 17% menos chances de ter uma recorrência de arritmia ao longo do período e demoraram mais para registrar o primeiro episódio de batimento irregular. Isso indica que a cafeína não piorou a arritmia.
Recomendações e Considerações
Com cautela e moderação, o consumo de café pode ser aceitável, segundo o estudo. Para pessoas com fibrilação atrial, uma xícara de café pela manhã não representa um risco significativo, conforme explica a cardiologista Johanna Contreras do Mount Sinai Fuster Heart Hospital: “Você pode tomar um café e ficar bem”.
Autor(a):
Redação
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