Durante o último domingo, aproximadamente 13 milhões de chilenos compareceram às urnas em um pleito marcado por tensões sociais e preocupações com a criminalidade e a imigração. O Chile passou por um período de instabilidade política após anos de relativa estabilidade, notável por ser o maior produtor mundial de cobre e uma das economias mais sólidas da América Latina, sob o governo de Gabriel Boric, eleito em 2021 após protestos contra a desigualdade.
Desafios e Rejeição Constitucional
O país enfrentou o fracasso de duas propostas de nova Constituição, uma considerada excessivamente progressista e a outra, excessivamente conservadora, mantendo elementos da Carta de Augusto Pinochet. Essa situação, combinada com o enfraquecimento econômico e o aumento da violência, impactou negativamente a popularidade de Boric.
Principais Preocupações dos Eleitores
Segundo o instituto Activa, a criminalidade é apontada como o principal problema do país por metade dos eleitores, enquanto 30% mencionam a imigração como uma preocupação central. Essa percepção influenciou o resultado das eleições.
Desempenho da Direita e Segundo Turno
A direita chilena obteve seu melhor desempenho desde a redemocratização, conquistando a maioria do Congresso. O candidato José Antonio Kast, com 23,93% dos votos no primeiro turno, lidera para o segundo turno, que deverá ser favorável a ele. A configuração eleitoral indica uma mudança significativa no cenário político chileno.
Tendências Regionais e Impacto no Brasil
Essa dinâmica eleitoral no Chile se alinha a uma tendência global de rejeição a governos incumbentes e reforça a necessidade de realinhamento ideológico na América do Sul. O cenário pode influenciar o Brasil, onde a consolidação de uma candidatura única em torno do governador Tarcísio de Freitas se torna mais evidente.
