China impõe cotas à carne brasileira: impacto e novas estratégias para o Brasil

China impõe salvaguardas à carne brasileira: exportações caem 500 mil toneladas até 2028. Análise de Alcides Torres da Scot Consultoria

02/01/2026 14:55

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(Imagem de reprodução da internet).

A implementação de medidas de salvaguarda pela China sobre a importação de carne bovina terá um impacto considerável para o Brasil. Observa-se uma redução expressiva no volume de exportações para o principal destino da proteína brasileira. A análise é do sócio-diretor da Scot Consultoria, Alcides Torres.

Redução nas Exportações

Segundo Torres, o mercado já antecipava a imposição de cotas e tarifas. No entanto, o efeito sobre o Brasil é significativo. A expectativa é que o País deixe de exportar aproximadamente 500 mil toneladas de carne bovina ao mercado chinês até 2026.

Perspectivas Futuras

Apesar do impacto negativo imediato, Torres acredita que a China continuará sendo um parceiro comercial relevante. As autoridades chinesas indicam que as cotas terão pequenos aumentos ao longo dos três anos de vigência da salvaguarda, até 2028.

Diversificação de Mercados

Diante desse cenário, o Brasil buscará alternativas. Torres sugere a diversificação de mercados, focando em países que não possuem cotas nem tarifas. A exploração de novos mercados também é uma possibilidade.

Triangulações e Cotas

A análise menciona a viabilidade de triangulações, dentro de limites de volume definidos. A cota estabelecida para o Brasil em 2026 é de 1,106 milhão de toneladas, aumentando para 1,128 milhão em 2027 e atingindo 1,154 milhão de toneladas em 2028.

Justificativa Chinesa e Consequências

O governo chinês justificou a salvaguarda como forma de proteger sua indústria local, alegando “graves danos” causados pelo aumento das importações.

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