China testa reator de fusão e redefine futuro da energia nuclear com EAST

China explora fusão nuclear como alternativa à fissão, após recorde em reator EAST com plasma a 100 milhões ºC. Tecnologia é vista como mais segura.

16/01/2026 9:55

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(Imagem de reprodução da internet).

Quando se discute energia nuclear, a memória de eventos como Chernobyl e Fukushima frequentemente evocam imagens de perigo e desastres. No entanto, a história da energia nuclear é mais complexa do que apenas esses incidentes. A principal diferença reside no tipo de reação utilizada.

Enquanto o termo “nuclear” ainda está associado à fissão, a China está explorando um caminho diferente.

Fissão: Um Processo que Exige Vigilância Constante

A fissão nuclear envolve a divisão de átomos pesados, como o urânio, para liberar energia. Essa tecnologia tem sido utilizada há décadas em usinas comerciais, sendo eficiente na produção de eletricidade e com baixa emissão de carbono. Contudo, a fissão requer controle constante.

Falhas nos sistemas podem levar à perda de controle, superaquecimento do núcleo e liberação de material radioativo. Essa característica foi fundamental em acidentes raros, mas de grande impacto.

Fissão: Resíduos Radioativos e Riscos

Além do risco de perda de controle, a fissão gera resíduos radioativos que permanecem perigosos por milhares de anos. A fissão pode ser comparada a um motor potente que nunca pode ser deixado sem supervisão. Embora eficiente, a fissão não permite descuidos, devido aos riscos inerentes.

Fusão: Uma Alternativa Mais Segura

A fusão nuclear, por outro lado, une átomos leves, como os do hidrogênio, a mesma reação que alimenta o Sol. Essa tecnologia tem sido alvo de pesquisa há décadas. A principal diferença é que a fusão não sustenta uma reação em cadeia descontrolada.

Se algo sai do previsto, o plasma perde estabilidade e a reação se interrompe. Do ponto de vista da segurança física, a fusão é considerada uma alternativa mais segura.

O “Sol Artificial” da China: Uma Prova de Conceito

O “sol artificial” chinês, o reator EAST, é um laboratório que estabeleceu recordes mundiais ao manter o plasma confinado por mais de mil segundos e atingir temperaturas próximas de 100 milhões de graus Celsius. Isso demonstra que o risco envolvido na fusão é diferente da fissão.

Se o fornecimento de energia falha, o processo se dissipa em poucos segundos.

O principal desafio da fusão não é a segurança, mas sim a engenharia. A fusão ainda não está pronta para uso comercial devido à sua complexidade, alto custo e lentidão no desenvolvimento. A fissão chegou primeiro porque era viável, a fusão ainda não chegou porque é exigente demais.

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