Citi Reduz Preço-Alvo da C&A (CEAB3) e Adota Postura de Risco

Citi reduz preço-alvo da C&A (CEAB3) para R$ 18, avaliando “alto risco”. Analistas mantêm recomendação de compra, com potencial de valorização de 81,1%.

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(Imagem de reprodução da internet).

C&A (CEAB3): Citi Reduz Preço-Alvo e Adota Postura Conservadora

O Citi, em atualização de sua análise sobre a C&A (CEAB3), revisou seu preço-alvo, diminuindo-o de R$ 22 para R$ 18. A instituição financeira manteve a recomendação de compra, porém, introduziu a classificação de “alto risco” na ação. Essa alteração implica em um potencial de valorização de 81,1% em relação ao preço de fechamento atual, que ficou em R$ 9,94.

Projeções de Vendas Mais Conservadoras

A revisão do Citi reflete uma expectativa de crescimento de vendas nas mesmas lojas (SSS) mais modesta para o ano de 2026. A projeção agora aponta para um aumento de 5% na base anual, em comparação com a estimativa anterior de 7%. Essa redução na expectativa de crescimento impactou a projeção de lucro líquido, que foi diminuída em 12%, para R$ 492 milhões.

Análise da Administração e Cenário do Varejo

O relatório do Citi destaca que a administração da C&A sinalizou um quarto trimestre de 2025 mais fraco para as vendas, em conversas com analistas. Essa expectativa está relacionada à diminuição do fluxo de consumidores em shoppings, conforme dados do Instituto Brasileiro de Varejo, e a rupturas de estoque devido a uma demanda superior ao esperado por produtos de menor custo (P1).

Justificativas para Manter a Recomendação de Compra

Apesar da revisão das projeções, os analistas João Pedro Soares e Felipe Husein mantiveram a recomendação de compra para CEAB3. Eles argumentam que o potencial de valorização da ação é evidente, mesmo considerando um cenário pessimista de crescimento de 3% nas vendas e lucro líquido de cerca de R$ 400 milhões.

A C&A ainda negociaria a um múltiplo próximo a 8 vezes o Preço sobre Lucro (P/L).

Riscos e Perspectivas Futuras

Apesar das justificativas, a classificação “alto risco” reflete a ausência de catalisadores no curto prazo, conforme avaliação dos analistas, até que haja maior clareza sobre a persistência da tendência de enfraquecimento do setor. A C&A divulgará seu balanço referente ao quarto trimestre de 2025 em 24 de fevereiro.

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