Claro Faz Movimento Estratégico: Adquire Maioria da Desktop S.A. por R$ 2,4B!

Claro assume controle da Desktop S.A. em negócio de R$ 2,4B! A Claro compra 73% da Desktop (DESK3) em operação complexa. Vivo também tentou a aquisição em 2024

23/03/2026 8:56

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Claro Adquire Maioria do Capital da Desktop S.A. em Negociação Complexa

A Claro Participações anunciou, neste domingo (22), uma operação estratégica: a compra de 73,01% do capital social da Desktop S.A. (DESK3) por um valor de R$ 2,414 bilhões. O acordo, formalizado a R$ 20,82 por ação ordinária – um prêmio de 38,89% em relação ao último fechamento –, representa um marco na consolidação do setor de telecomunicações no Brasil.

As negociações, que se estenderam desde outubro do ano passado, envolveram a gigante provedora de internet Desktop e a Claro, controlada pelo grupo mexicano América Móvil. Apesar das conversas, as partes não chegaram a um consenso sobre o preço e as condições da transação, conforme apurado pela Broadcast.

A operação, que culmina com a venda de 84.684.273 ações, foi realizada através de Makalu Brasil Partners I J, Denio Alves Lindo, Mucio Camargo de Assis Filho, Marcos Camargo de Assis e José Carlos Franco Júnior.

O valor da compra foi determinado com base em um “enterprise value” de R$ 4 bilhões para a Desktop, levando em consideração o endividamento líquido da empresa, que atingia R$ 1,59 bilhão em setembro de 2025. A transação também exige a abertura de um registro para a oferta pública da aquisição das ações restantes da Desktop, com um preço mínimo de R$ 20,82 por ação, em linha com o valor da compra.

Essa medida visa garantir a exclusão da empresa da bolsa de valores brasileira.

A Desktop, fundada em 1997 por Denio Alves Lindo, iniciou suas operações em Sumaré, SP, acompanhando a evolução da internet no Brasil. Atualmente, a empresa se concentra em internet de alta velocidade 100% fibra óptica, atendendo a 194 municípios no interior de São Paulo, com uma base de 4,8 milhões de domicílios cobertos.

Em 2024, a Telefônica Brasil (Vivo) também demonstrou interesse na aquisição, mas as negociações não avançaram devido a questões de sobreposição de redes. A Anatel, por sua vez, expressou preocupações com a concentração de mercado que a operação poderia gerar.

Autor(a):

Portal de notícias e informações atualizadas do Brasil e do mundo. Acompanhe as principais notícias em tempo real