Claudio Felisoni Alerta: Redução da Jornada de Trabalho Pode Destruir o PIB do Brasil

Redução da Jornada de 44h para 40h: Medo de Queda no PIB! Claudio Felisoni alerta sobre riscos para o Brasil. Assista!

01/04/2026 13:06

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(Imagem de reprodução da internet).

Debate Sobre a Redução da Jornada de Trabalho e seus Impactos no Brasil

O programa Touros e Ursos, desta semana, trouxe à tona um debate crucial sobre a possível extinção da escala de trabalho 6×1 no Brasil. O objetivo da medida é diminuir a jornada semanal de 44 para 40 horas, gerando discussões sobre a busca por uma melhor qualidade de vida e a consequente influência na produtividade do país.

Participando do programa, Claudio Felisoni, presidente do IBEVAR (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo) e professor da FIA Business School, apresentou um estudo da instituição que analisa os possíveis impactos econômicos dessa mudança, com foco no setor de varejo, que é altamente dependente de mão de obra.

Segundo Felisoni, sem investimentos imediatos em tecnologia que garantam a manutenção da produtividade das empresas, a redução da jornada 6×1 pode resultar em uma queda de 0,32 ponto percentual no Produto Interno Bruto (PIB) do país em um curto período.

O professor ressaltou a importância social da medida, reconhecendo o desejo de melhoria da qualidade de vida para a população. No entanto, ele argumentou que o momento econômico atual não é o mais adequado para essa discussão.

O Brasil ainda enfrenta desafios significativos em termos de geração de riqueza e possui uma produtividade de trabalho relativamente baixa, conforme apontado por Felisoni. Ele defendeu que outras questões devem ser priorizadas antes de implementar uma mudança tão drástica.

Impactos para Pequenas e Médias Empresas

Para o professor, as pequenas e médias empresas, assim como as varejistas, seriam as mais afetadas pela mudança, devido à sua forte dependência de mão de obra. Ele explicou que, com juros altos e a instabilidade econômica, as empresas teriam dificuldades em contratar novos funcionários para compensar as horas reduzidas, o que poderia comprometer a qualidade do atendimento e a produtividade.

Um Contexto Atual

Em contrapartida, Felisoni observou que, na prática, a população ocupada no Brasil já trabalha, em média, 39 horas semanais. Ele considerou que esse dado diminui a relevância do debate atual, pois a discussão carece de efeitos práticos significativos.

“É uma questão muito política, que está sendo colocada para sensibilizar as pessoas para essa ideia, mas ela não tem um efeito muito prático, até porque o número de horas trabalhadas hoje já é menos de 40 horas”, disse Felisoni.

Adaptação e Tecnologia

Apesar das preocupações com os custos, o professor destacou que o país tem capacidade de se adaptar a longo prazo. Ele enfatizou a necessidade de mudanças tecnológicas que permitam economizar esforço humano, sustentando a redução da jornada sem prejuízos estruturais.

“Nós precisamos ter mudanças de tecnologia que permitam efetivamente poupar o esforço humano”, diz o convidado.

Destaques da Semana no Touros e Ursos

No final do programa, os apresentadores e o convidado escolheram os destaques positivos e negativos da semana. O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, recebeu o troféu de urso (destaque negativo) devido à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico, gerando um vácuo de poder no estado e evidenciando o caos administrativo que atinge o Rio de Janeiro.

Em contraste, a Americanas (AMER3) foi destacada como um “touro” positivo ao protocolar o pedido de encerramento de sua recuperação judicial após o rombo contábil de R$ 20 bilhões revelado em 2023. A Petrobras (PETR3) também se destacou, atingindo um recorde histórico de valor de mercado, impulsionado pela alta do preço do petróleo devido ao conflito no Irã.

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