Uma mudança que, a princípio, parece simples, tem gerado preocupação entre empresas de todos os portes. A partir de julho de 2026, a Receita Federal implementará uma nova identificação para empresas: o CNPJ alfanumérico. O documento continuará com 14 dígitos, mas agora poderá incluir letras de A a Z, ampliando significativamente as possibilidades de identificação.
Essa alteração foi aprovada há dois anos, através da Instrução Normativa RFB nº 2.229, de 2024, mas só entrará em vigor nos próximos meses. Com a mudança, surgiram diversas dúvidas entre os empreendedores. Uma das principais é se os CNPJs já existentes serão atualizados.
A questão se estende além do ambiente online, gerando incertezas sobre o futuro da identificação empresarial.
A resposta para essas perguntas é, por enquanto, não. A Receita Federal está mudando o formato do CNPJ devido a um aumento exponencial no número de empresas registradas no país. Com mais de 64 milhões de CNPJs ativos, a demanda por novas identificações está sobrecarregando o sistema.
A mudança visa aumentar as combinações possíveis, evitando o esgotamento das opções numéricas em um futuro próximo. A introdução das letras, portanto, é uma medida preventiva.
A produção dos primeiros CNPJs alfanuméricos começará em julho deste ano. A principal diferença é que os novos documentos poderão combinar números e letras. Por exemplo, um CNPJ tradicional pode ser “79.101.288/0001-40”, enquanto o novo formato poderá ser “D5.86D.76K/0001-79”. É importante ressaltar que o processo de abertura de empresas permanece o mesmo.
Os CNPJs já existentes não serão alterados, e apenas as empresas que forem abertas a partir de julho de 2026 terão o novo formato.
Para garantir uma transição suave, a Receita Federal disponibilizou uma ferramenta de teste para que empresas e desenvolvedores possam verificar o reconhecimento do novo formato. A ferramenta, chamada Simulador Nacional de CNPJ, permite gerar combinações fictícias para fins de teste. É fundamental que todos os sistemas, tanto públicos quanto privados, sejam atualizados para ler o novo formato alfanumérico, caso contrário, podem ocorrer problemas na emissão de notas fiscais e na comunicação com fornecedores e clientes, impactando negativamente as operações da empresa.
