CNseg projeta 5,7% em 2026: o que os desafios econômicos trazem para seguros?

CNseg projeta crescimento de 5,7% para seguros em 2026. Saiba como a inflação e o PIB afetam o setor e quais segmentos liderarão o mercado!

16/04/2026 15:15

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(Imagem de reprodução da internet).

Projeção do Mercado de Seguros para 2026: Crescimento Revisado e Desafios Macroeconômicos

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) aponta que o setor deve registrar um crescimento de 5,7% em 2026. Este número representa uma redução em comparação com a estimativa anterior, que apontava para 8%.

Com essa projeção, a arrecadação total do setor pode atingir a marca de R$ 808 bilhões, representando cerca de 5,8% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa revisão reflete um cenário macroeconômico mais complexo.

Fatores que Influenciam o Setor

O ambiente econômico apresenta desafios notáveis, com a inflação projetada em torno de 3,9%. Além disso, o crescimento do PIB está estimado em 1,8%, e os juros permanecem elevados, acima de 12% ao ano.

Esses indicadores limitam o ritmo de avanço esperado para o setor de seguros. Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, ressaltou ainda o impacto do cenário externo.

Impacto do Cenário Global

Segundo Oliveira, a instabilidade observada no Oriente Médio exerce pressão sobre os preços do petróleo e, consequentemente, sobre a inflação. Isso, por sua vez, afeta as taxas de juros e a atividade econômica geral.

Desempenho Esperado por Segmentos de Seguro

Analisando os diferentes ramos, o segmento de danos e responsabilidades, que engloba seguros auto e patrimonial, deve crescer 7,4% em 2026, um índice menor que o previsto anteriormente.

O seguro de automóveis deve avançar 7,1%, impulsionado principalmente pelo aumento nas vendas de veículos, com destaque para os modelos híbridos e elétricos. Já o setor habitacional projeta um crescimento mais robusto de 12,8%, amparado pelo crédito imobiliário e programas governamentais.

Destaques em Seguros de Pessoas e Retrações

No âmbito dos seguros de pessoas, a expectativa é de um crescimento de 7,4%. Dentro deste grupo, os seguros de vida e os de viagem são os que mais se destacam, com altas projetadas de 11,7% e 12,2%, respectivamente.

Por outro lado, a previdência aberta deve enfrentar um recuo de 4,4%, pressionada por mudanças tributárias, como a incidência de IOF sobre planos VGBL. Segmentos como seguro rural (-3,9%) e riscos de engenharia também devem apresentar retração.

Saúde Suplementar Mantém-se como Motor de Crescimento

O segmento de saúde suplementar deve continuar sendo um dos principais motores do mercado de seguros, com um crescimento projetado de 9%. A base de beneficiários deve crescer de maneira moderada.

A sinistralidade, por sua vez, deve se manter próxima de 80%, ainda sob pressão devido aos custos elevados na área médico-hospitalar. Em resumo, o mercado segue em trajetória de expansão, mas com um ritmo mais contido devido ao ambiente econômico restritivo.

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