Construtoras Brasileiras: Resultados Surpreendem no 1T26 – Análise Santander

Construção Civil: Resultados Variados no Primeiro Trimestre de 2026
As construtoras brasileiras devem apresentar um cenário de resultados mistos no primeiro trimestre de 2026 (1T26), de acordo com análises do Santander. A alta nos preços do petróleo, impactando diretamente nos custos de construção, é apontada como um dos principais fatores que influenciarão o desempenho das empresas do setor.
Apesar da pressão, algumas incorporadoras e construtoras ainda podem se beneficiar de um bom volume de vendas recentes, o que deve contribuir para a estabilidade de seus balanços.
Segmento de Baixa Renda: Estabilidade com MCMV
No segmento de baixa renda, que conta com o apoio do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), o Santander prevê uma relativa estabilidade para empresas como Direcional (DIRR3), MRV (MRVE3) e Tenda (TEND3). A instituição destaca que, considerando apenas as margens brutas, essas empresas devem apresentar resultados consistentes.
Por outro lado, Cury (CURY3) e Plano&Plano (PLPL3) podem enfrentar uma compressão nos números, devido a descontos nas vendas e revisões de orçamento.
A Tenda, que abre a temporada de divulgação do setor nesta terça-feira (5), espera registrar uma receita líquida de R$ 1,2 bilhão, com um aumento de 40% em relação ao ano anterior. A margem bruta da empresa deve atingir 31,4%, um avanço de 1,4 ponto percentual em comparação com o trimestre anterior.
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A empresa é impactada pela subsidiária Alea, mas a operação principal deve apresentar estabilidade.
A Direcional também projeta uma receita de R$ 1,2 bilhão, com um crescimento de 28,6% em relação ao ano anterior e margens estáveis em 40,7%. A MRV, por sua vez, deve apresentar um 1T26 mais fraco, com uma receita estimada em R$ 2,67 bilhões, um aumento de 18,6% em relação ao ano anterior, mas com uma queda no lucro líquido devido a despesas financeiras mais elevadas e perdas na operação norte-americana, Resia.
Segmento de Médio e Alto Padrão: Desempenho Divergente
No segmento de médio e alto padrão, o Santander acredita que a Moura Dubeux (MDNE3) deve se destacar, enquanto a Cyrela (CYRE3) pode apresentar resultados razoáveis. A Eztec (EZTC3), por outro lado, pode enfrentar uma compressão de margem, apesar do bom desempenho em vendas, devido à maior participação de projetos recentes.
A Cury deve apresentar crescimento de receita e lucro, mesmo com pressão de custos, com uma receita líquida estimada em R$ 1,6 bilhão e um aumento de 27,9% em relação ao ano anterior. A Plano&Plano, por outro lado, deve ter um dos trimestres mais fracos entre os pares, com um lucro líquido projetado de R$ 41,6 milhões, uma queda de mais de 50% devido a um crescimento mais lento e pressão nas margens.
Autor(a):
Redação
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