Copom Decide: Futuro da Taxa Selic em 2025 em Debate com Expectativas de Corte e Resistência
Copom decide sobre Selic em 2025: corte ou manutenção dos juros altos? Especialistas divergem sobre futuro da taxa Selic.
Copom e o Futuro da Taxa Selic em 2025
A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que ocorrerá em breve, é um evento crucial para o mercado financeiro brasileiro. A principal questão em debate é se a taxa básica de juros, conhecida como Selic, permanecerá em 15% ao ano ou se haverá uma redução.
A Selic, atualmente o maior nível de juros do país em duas décadas, tem sido um fator determinante na economia, influenciando investimentos, consumo e inflação.
Expectativas de Corte e Resistência do Mercado
Enquanto a maioria das instituições financeiras e economistas preveem um corte na Selic em março de 2025, alguns especialistas, como o economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto Almeida, e o economista-chefe do Bank of America, David Beker, defendem que os juros devem permanecer em 15% devido ao seu nível “contracionista”.
Almeida e Beker acreditam que, mesmo com um eventual corte inicial, a Selic continuará alta, garantindo condições monetárias restritivas para controlar a inflação no futuro.
Projeções e Diferentes Cenários
A expectativa de corte na Selic é baseada em dados recentes que indicam uma desaceleração da inflação. Em 2025, a inflação (IPCA) fechou o ano em 4,26%, acima da meta, mas com um sinal positivo de convergência. No entanto, o Banco Central (BC) observa o horizonte de 18 meses à frente, com a projeção de que a meta de 3% seja alcançada em dezembro de 2027.
Corte Residual e Projeções de Juros
O economista-chefe do BTG, Mansueto Almeida, defende que, mesmo após um corte inicial de 25 pontos-base, a Selic continuará em um nível alto, garantindo condições monetárias restritivas para levar a inflação à meta no futuro. O economista-chefe do Bank of America, David Beker, espera um corte de 50 pontos-base, elevando a Selic para 14,5%.
O Debate sobre a Sinalização do Copom
Além da decisão sobre o corte na Selic, outro ponto de discussão é se o Copom irá sinalizar sua intenção de cortar juros. Após elevar a Selic de 12,25% para 15% no final de 2024, o comunicado foi claro sobre esse movimento. No entanto, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que não há obrigações ou códigos para sinalizar futuras decisões.
Projeções do Santander
O Santander espera que o Copom mantenha a sinalização de juros restritivos “por período bastante prolongado”, com reconhecimento de melhora na inflação, mas observando que serviços continuam pressionados. O Santander não espera que a projeção do BC atinja 3% em janeiro — somente em março.
Autor(a):
Redação
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