Correios: Queda de receitas internacionais expõe fragilidades e força mudança no mercado?

Receitas de encomendas internacionais dos Correios caem drasticamente! O que o programa Remessa Conforme revela sobre o futuro da estatal? Clique e saiba mais.

25/04/2026 14:05

2 min

Correios: Queda de receitas internacionais expõe fragilidades e força mudança no mercado?
(Imagem de reprodução da internet).

Receitas de Encomendas Internacionais dos Correios Sofrem Queda Significativa

As demonstrações financeiras dos Correios, divulgadas no Diário Oficial da União nesta quinta-feira, dia 24, apontam uma redução expressiva na participação das receitas provenientes da distribuição de encomendas internacionais. Os dados mostram que essa participação caiu de 22% em 2023 para apenas 7,8% em 2025.

Impacto do Programa Remessa Conforme

A diminuição nas receitas está diretamente associada à implementação do programa Remessa Conforme, uma iniciativa do Ministério da Fazenda. Este programa alterou o cenário, encerrando o monopólio que a estatal possuía na distribuição de encomendas internacionais no Brasil.

Declínio no Faturamento em Anos Recentes

Consequentemente, a receita da empresa no setor diminuiu nos últimos anos. Em 2024, por exemplo, os Correios registraram um faturamento de R$ 3,9 bilhões com encomendas internacionais. Já em 2025, esse valor caiu para R$ 1,3 bilhão, representando uma queda de R$ 2,6 bilhões em comparação ao ano anterior.

Análise Interna Aponta Falta de Adaptação

Um documento emitido pela Diretoria Econômico-Financeira da estatal sinalizou que a criação do programa expôs fragilidades econômicas da empresa. Segundo o material, a redução da participação de mercado no segmento internacional, que antes era vista como um “monopólio” até agosto de 2024, evidenciou a necessidade de reposicionamento negocial.

Entendendo o Remessa Conforme

O programa Remessa Conforme foi estabelecido pelo governo em 2023. Ele passou a cobrar um imposto de importação de 20% sobre compras internacionais cujo valor não ultrapasse US$ 50, o que levou ao apelido de “taxa das blusinhas”.

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Com essa mudança, a legislação brasileira passou a permitir que diversas empresas de transporte realizassem o frete de mercadorias internacionais no país. Em termos práticos, a distribuição dessas encomendas deixou de ser um serviço exclusivo dos Correios.

Perspectivas Futuras para a Estatal

A mudança no mercado de encomendas internacionais força os Correios a reavaliar sua estratégia de negócios. A perda do caráter de monopólio exige um novo foco em serviços e parcerias para manter a relevância no cenário logístico brasileiro.

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