Correios Vendem Imóveis Próprios em Leilões Digitais – R$ 19 Mil a R$ 11 Milhões!
Correios abrem leilões digitais com 21 imóveis! 💰 A estatal busca R$ 1,5 bilhão com a venda de ativos ociosos. Participe dos leilões de 12 e 26 de fevereiro!
Correios Iniciam Venda de Imóveis Próprios em Leilões Digitais
Os Correios estão implementando uma estratégia ousada para reverter sua situação financeira. A estatal iniciou a venda de 21 imóveis próprios espalhados por todo o Brasil, através de leilões digitais marcados para 12 e 26 de fevereiro. A iniciativa é aberta tanto para pessoas físicas quanto para empresas, e faz parte do Plano de Reestruturação anunciado no final de 2025.
O objetivo central é transformar ativos ociosos em uma fonte de caixa, enquanto a empresa busca destravar capacidade de investimento e recuperar indicadores operacionais. A venda dos imóveis é vista como uma peça-chave para alcançar uma meta de até R$ 1,5 bilhão até dezembro.
Leilões Online e Variedade de Imóveis
Os leilões serão realizados 100% online, com datas e horários já definidos para 12/02 e 26/02, ambos às 14h, conforme os canais oficiais da estatal. A oferta inicial abrange negociação imediata, incluindo prédios administrativos, áreas operacionais desativadas, terrenos, galpões, lojas e unidades funcionais.
Essa diversidade de imóveis atrai investidores e empresas que buscam espaços para logística, comércio e serviços.
Os valores dos imóveis variam significativamente, desde R$ 19 mil até R$ 11 milhões, o que abre a disputa para diferentes perfis de compradores. A estatal enfatiza que a alienação desses ativos não altera a prestação do serviço postal, com foco em imóveis ociosos ou subutilizados, com baixa aderência à operação atual.
Distribuição dos Imóveis e Contexto do Plano
Os imóveis ofertados estão distribuídos em 12 estados: Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo. Essa distribuição estratégica reflete o plano de “desengessar” o patrimônio do país e transformar tijolos ociosos em recursos para sustentar a operação, especialmente a parte logística, que exige investimento recorrente para ganhar eficiência e previsibilidade.
O movimento dos imóveis se encaixa em um plano mais amplo, que inclui o fechamento de 16% das agências próprias (cerca de mil unidades) e a implementação de um Programa de Demissão Voluntária (PDV) que pode envolver 15 mil funcionários até 2027.
O PDV, segundo o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, pode gerar uma economia anual de R$ 2,1 bilhões, proveniente do esforço para cortar custos e reequilibrar a estrutura de despesas.
Além da venda de imóveis e do PDV, os Correios captaram R$ 12 bilhões em empréstimos com bancos, assinados no final de 2025, para reforçar o caixa e atender compromissos de curto prazo. A estatal enfrenta um diagnóstico desafiador: déficit estrutural superior a R$ 4 bilhões por ano, patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões e prejuízo acumulado de R$ 6,057 bilhões até setembro de 2025, além de piora em indicadores de qualidade e liquidez.
Embora a privatização não esteja na mesa “neste momento”, a empresa avalia alternativas como parcerias, inclusive societárias, e estudos sobre possíveis formatos futuros, como um modelo de economia mista. Para acompanhar os detalhes, editais, descrição dos lotes, fotos, regras e calendário, consulte os canais divulgados pela estatal.
Autor(a):
Redação
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