Cosan Busca Plano de Simplificação Após Crise Financeira e Investimentos Bilionários

Cosan Busca Retomar o Foco com Estratégia de Simplificação
O fundador e presidente do conselho da Cosan (CSAN3), Rubens Ometto, está adotando uma postura mais direta para tentar reverter a crise financeira que assola a empresa. A estratégia central é “descer do salto alto” e simplificar as operações, buscando se afastar das complexidades que levaram a dúvidas entre os executivos sobre o futuro da companhia.
A declaração veio em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, publicada em 19 de [2026].
Reação a Comentário Conturbado
A iniciativa de Ometto surgiu em resposta a um comentário precipitado feito pelo CEO da Cosan durante uma recente conferência de resultados. A fala, mal interpretada, gerou especulações sobre a possível falência da empresa. Ometto enfatizou que “A Cosan não vai acabar, absolutamente”, buscando tranquilizar os investidores e a equipe.
A declaração foi direcionada a um comentário do presidente Marcelo Martins, durante uma teleconferência de resultados do primeiro trimestre.
A situação da Cosan é complexa, impulsionada por desafios na redução da dívida da holding, agravada pelo aumento das taxas de juros no Brasil. Recentemente, a empresa recebeu um investimento de R$ 10 bilhões proveniente do BTG Pactual, da Perfin Investimentos e da família Ometto, fundadora da Cosan.
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Ometto atribui a situação atual ao cenário de juros elevados e a investimentos mal direcionados nos últimos anos.
Investimentos e Turnaround
Ometto detalhou os investimentos realizados pela Cosan, incluindo a aquisição da Shell Argentina por US$ 1,5 bilhão, a compra da Biosev, o segundo maior produtor de açúcar, e o investimento em etanol de segunda geração, também no valor de US$ 1,5 bilhão.
Ele ressaltou que a empresa está em um processo de “turnaround” que está progredindo bem. O empresário também mencionou a atividade de investimentos na Vale, após a injeção de capital da Shell.
Ometto destacou o portfólio diversificado da Cosan, que inclui a empresa de gás natural Compass, a de logística e infraestrutura Rumo, a de lubrificantes Moove e a de gestão de terras agrícolas Radar. A holding pretende manter uma gestão ativa na fabricante de açúcar e etanol, após a injeção de capital da Shell.
Plano de Quitação da Dívida
O principal objetivo da Cosan é zerar sua dívida, atualmente em R$ 11,5 bilhões, até o final do ano. Ometto afirmou que “Agora, temos como projeto zerar a dívida até o fim do ano porque, no Brasil, não se pode dever”. A empresa também pretende se desfazer do negócio de trading de energia elétrica, visando simplificar a estrutura da holding e reduzir o endividamento.
Ometto enfatizou que a Cosan manterá o controle acionário de todas as empresas do portfólio, buscando uma estrutura mais simples e focada em receber dividendos e a performance dessas empresas. A meta é transformar a holding em uma empresa sem dívidas, administrando e recebendo os resultados das empresas controladas.
Autor(a):
Redação
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