Costa do Marfim: Suspensão Imediata de Importação de Cacau Revelada – Proteção à Lavoura Nacional!

Ministério suspende importação de cacau da Costa do Marfim! ⚠️ Medida protege lavouras brasileiras e combate irregularidades no comércio. Saiba mais!

24/02/2026 12:02

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(Imagem de reprodução da internet).

Suspensão da Importação de Cacau da Costa do Marfim: Medida de Proteção à Produção Nacional

O Ministério da Agricultura implementou uma suspensão imediata e temporária da importação de cacau proveniente da Costa do Marfim. A decisão, publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (24), surge após uma avaliação técnica que identificou riscos fitossanitários nas cargas.

O objetivo principal é evitar a propagação de possíveis problemas que poderiam afetar a lavoura nacional.

Por Que o Brasil Suspendeu a Importação?

A principal preocupação do governo brasileiro reside na origem das amêndoas de cacau. Há um fluxo significativo de grãos provenientes de países vizinhos da Costa do Marfim, o que pode levar à mistura de amêndoas de diferentes origens em um mesmo lote.

Além disso, alguns desses países não possuem um status sanitário conhecido para a cultura do cacau, ou não possuem autorização para vender o produto ao Brasil.

Suspeita de Triangulação Comercial

A medida também visa combater possíveis irregularidades no comércio internacional. O Ministério da Agricultura determinou que duas áreas internas adotem procedimentos de apuração para investigar indícios de “triangulação comercial”. A suspeita é que amêndoas de Gana, Guiné e Libéria estejam sendo introduzidas em lotes declarados como marfinenses.

Se confirmada, a rastreabilidade do produto fica comprometida, enfraquecendo o controle sanitário.

Retorno da Importação de Cacau

A suspensão permanecerá em vigor até que a Costa do Marfim apresente uma manifestação formal. O país também deverá fornecer garantias sobre a composição das cargas, com o objetivo de impedir a entrada de cacau sem autorização sanitária. Enquanto a barreira permanece, o governo busca proteger a lavoura e reduzir a chance de pragas e doenças entrarem no país.

Apoio da Produção Nacional e da CNA

A decisão foi resultado de uma articulação liderada pelo governador do Pará, Helder Barbalho, que é o principal produtor nacional de cacau. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, confirmou que a medida foi uma resposta a uma reivindicação do setor produtivo. “Isso vai permitir com que os produtos nacionais sejam valorizados”, declarou Barbalho.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também apoiou a decisão, destacando a importância de evitar o ingresso de pragas e doenças, além da mobilização de sindicatos e federações do Pará, Bahia e Espírito Santo.

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