Tensão Crescente no Oriente Médio: Ataques e Retaliação
A semana de 28 de junho de 2026 foi marcada por uma escalada dramática na região do Oriente Médio. Após semanas de ameaças por parte dos Estados Unidos, forças americanas e israelenses lançaram ataques contra alvos no Irã, com a capital, Teerã, e outras cidades estratégicas como foco.
Essa ofensiva representa um ponto de inflexão, elevando a tensão a níveis preocupantes e com potencial para uma escalada ainda maior.
A operação, denominada “Operação Fúria Épica” por autoridades americanas e israelenses, visava, segundo o presidente Donald Trump, neutralizar o programa nuclear iraniano e eliminar o que ele classificou como “ameaças iminentes” à segurança americana.
O objetivo central seria impedir que Teerã avançasse na capacidade de desenvolver armamento nuclear. Os alvos incluíram instalações militares e estruturas ligadas ao alto comando iraniano, além de áreas próximas ao palácio presidencial e à residência do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
A resposta iraniana veio rapidamente. Teerã anunciou o lançamento de mísseis balísticos e drones contra o território israelense. Sirenes de emergência foram acionadas em cidades como Haifa, e explosões foram relatadas em diferentes localidades.
Além disso, instalações ligadas aos Estados Unidos no Oriente Médio, como bases que abrigam tropas americanas, tornaram-se alvos de ataques ou tentativas de ataque. Um oficial iraniano informou à Reuters que uma primeira onda de ataques retaliatórios com mísseis e drones iranianos foi lançada contra Israel, e que todas as bases e interesses dos Estados Unidos na região “estão ao alcance” do país.
Retomada de Tensão Diplomática em Xeque
A ofensiva reduz significativamente as chances de retomada de uma solução diplomática para o impasse nuclear. Desde fevereiro, Washington e Teerã vinham conduzindo negociações indiretas para tentar alcançar um acordo que limitasse o programa nuclear iraniano.
A última reunião, realizada na quinta-feira (26), em Genebra, havia sido descrita por enviados americanos como positiva, com previsão de novo encontro já na semana que vem, na segunda-feira (02). No entanto, com os ataques, a possibilidade de um acordo em breve parece cada vez mais distante.
Reações Internacionais e Impacto Global
A comunidade internacional reagiu com preocupação. A Rússia classificou a ação como “imprudente” e uma violação do direito internacional. No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer convocou o comitê de emergência Cobra, ressaltando que o país não participou dos ataques e trabalha para evitar uma escalada regional mais ampla.
A União Europeia pediu “contenção máxima” de todas as partes para proteger civis. Países asiáticos como Indonésia e Paquistão ofereceram mediação e solicitaram cessar-fogo imediato. No mercado internacional, o temor de interrupções no fornecimento de petróleo colocou países produtores do Golfo em alerta.
O fechamento de espaços aéreos em diversas nações da região levou grandes companhias aéreas a suspender voos para destinos como Dubai, Tel Aviv e Doha.
