Desinvestimentos da CSN: Estratégia para Reduzir Dívidas e Fortalecer a Holding
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), listada como CSNA3, está implementando um plano bilionário com o objetivo de diminuir suas dívidas e otimizar o uso de seus recursos. Segundo informações do Valor Econômico, a empresa já iniciou uma sondagem de potenciais compradores para o desinvestimento de seu negócio de siderurgia.
A CSN pretende se desfazer de até 100% dessa operação, contratando uma assessoria especializada para auxiliar nesse processo. A diretoria da empresa estava focada em comunicar o plano de recuperação da divisão de siderurgia, que possui um portfólio diversificado, abrangendo a presença no Brasil, Europa e Estados Unidos.
Cimentos: O Principal Motor do Desinvestimento
A divisão de cimentos da CSN é vista como o negócio mais viável e rápido de ser desinvestido. A empresa possui sete plantas integradas, seis moinhos, 27 centros de distribuição e três terminais logísticos. A CSN conta com a assessoria do Morgan Stanley para este segmento.
A venda dessa divisão já poderia colocar pelo menos R$ 10 bilhões nos cofres da empresa. A tentativa de abrir o capital da divisão de cimentos com um IPO entre 2021 e 2022 não obteve sucesso devido ao cenário econômico desfavorável. A empresa agora considera a venda de uma participação minoritária, e até mesmo majoritária, em um prazo curto.
Outros Negócios e a Prioridade em Vendas
Além dos cimentos, a CSN pode desinvestir em outros negócios para reduzir suas dívidas. A empresa prioriza a venda de participações minoritárias em seus ativos, com o objetivo de fortalecer o caixa e diminuir as despesas com juros, que poderiam ser reduzidas em 21% a 25%, gerando uma economia de R$ 1,5 bilhão a R$ 1,8 bilhão.
A mineração da CSN (CMIN3) é vista como o principal motor de crescimento da holding, com reservas significativas e margens de Ebitda entre 40% e 50%.
Desafios e Perspectivas do Mercado
Apesar do plano ambicioso, o mercado ainda demonstra ceticismo. A CSN já anunciou planos de venda de negócios anteriormente, e o timing é um fator crítico. A empresa precisa encontrar compradores dispostos a oferecer preços adequados e realizar transações benéficas.
Analistas como Itaú BBA e XP expressam otimismo, mas alertam para a incerteza do cronograma. A Genial mantém recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 9,50, enquanto o papel é negociado a R$ 10,14. A S&P Global rebaixou a nota de crédito da CSN, indicando riscos na execução do plano.
