CSN Busca Desalavancagem com Plano Estratégico de Redução de Dívidas
CSN define plano para reduzir dívida; venda de ativos deve começar em 2026. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) busca reestruturar dívida, com foco em venda de ativos como MRS e Tecar
CSN Busca Desalavancagem com Plano Estratégico
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) está implementando um plano estratégico com o objetivo de reduzir significativamente seu endividamento, um dos principais desafios da empresa. Inicialmente, a dívida líquida da CSN atingiu R$ 16,5 bilhões em 2021, elevando-se para cerca de R$ 40 bilhões até o final de 2025.
Essa situação, combinada com uma queda na geração de caixa, gerou preocupações entre os investidores e impactou negativamente o desempenho da ação na bolsa de valores.
A estratégia central da CSN envolve a redução da alavancagem, atualmente em 3,5 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda, para apenas 1 vez em oito anos. Para alcançar essa meta, a empresa planeja captar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões por meio da venda de ativos, com o processo de venda começando em janeiro de 2026, com contratos esperados entre o terceiro e quarto trimestres deste ano.
O plano de desinvestimento se concentra em duas áreas principais: infraestrutura e cimentos. No setor de infraestrutura, a CSN pretende vender participações minoritárias em ativos logísticos, incluindo a ferrovia MRS e terminais portuários como o Tecar e Tecon, além de ativos do Bloco Norte, como a ferrovia Transnordestina.
Já no segmento de cimentos, a estratégia é a venda do controle majoritário da CSN Cimentos, embora um IPO (oferta pública inicial) dessa unidade não seja descartado, dada a situação atual do mercado.
Analistas consideram o plano da CSN como oportuno, destacando o “senso de urgência” demonstrado pela administração. No entanto, a execução do plano será crucial para o sucesso. A XP observará atentamente os valores finais levantados e os prazos, que serão determinantes para cumprir a meta de redução da dívida.
A CSN tem metas ambiciosas, incluindo o dobramento do lucro operacional (Ebit) em oito anos e o alcance de um endividamento de apenas uma vez.
Autor(a):
Redação
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