CSN em crise: J&F mira compra da CSN Cimentos e dívida explode!
CSN busca “boia de salvação” com venda da CSN Cimentos! J&F demonstra interesse em aquisição de R$ 10-18 bilhões. Saiba mais!
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), representada pela ação CSNA3, enfrenta um desafio significativo: uma dívida que ultrapassa os R$ 40 bilhões. Para lidar com essa situação, a empresa tem como principal estratégia a venda de ativos, buscando uma “boia de salvação”.
Enquanto a CSN organiza suas finanças, as agências de risco, como Moody’s e Fitch, estão acompanhando de perto a situação.
Interesse da J&F na CSN Cimentos
Um dos ativos que a CSN pretende vender é a CSN Cimentos. Segundo informações do jornal Estadão, o grupo J&F, que controla os irmãos Batista e que tem investido em projetos de infraestrutura, demonstraria interesse na compra do ativo. As negociações envolveriam um valor estimado entre R$ 10 bilhões e R$ 18 bilhões, um montante superior ao que a CSN pretendia obter com a venda.
Análise de Especialistas e Projeções Financeiras
Analistas, como Ricardo Monegaglia do banco Safra, avaliam que essa operação pode acelerar o processo de redução da dívida e aumentar a liquidez da CSN – dois pontos cruciais destacados pelas agências de risco. As projeções indicam que a CSN Cimentos, em 2026, poderia gerar um Ebitda de aproximadamente R$ 1,5 bilhão, o que resultaria em um múltiplo EV/Ebitda de cerca de 6,7 vezes, considerando a avaliação de R$ 10 bilhões.
Impacto Financeiro e Necessidades Futuras
A venda de 60% da CSN Cimentos, por um valor de R$ 10 bilhões, poderia injetar cerca de R$ 4,3 bilhões na companhia, o que representaria aproximadamente 12% da dívida líquida estimada para o final de 2025, suficiente para cobrir as amortizações no mercado de capitais previstas entre 2026 e 2027.
No entanto, ainda restariam R$ 8,1 bilhões em vencimentos para 2028, o que exige medidas adicionais para controlar o endividamento.
Alerta das Agências de Risco
As agências de risco reforçam a preocupação com a situação financeira da CSN. A Moody’s destaca que, sem uma aceleração na venda de ativos, redução de investimentos ou pagamento antecipado da dívida, os indicadores de crédito e a geração de caixa livre podem levar a uma classificação de risco inferior.
A agência também alerta para o risco de refinanciamento, considerando a queima de caixa e os próximos vencimentos de títulos.
Autor(a):
Redação
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