Cyrela Avalia Venda de Participações para Gerar Dividendos
Uma análise do JPMorgan estima que a Cyrela poderia liberar até R$ 1,88 bilhão em dividendos extraordinários através da venda total ou parcial de suas participações em empresas listadas. O cálculo leva em consideração a possível alienação de ações da Cury, Lavvi e Plano & Plano.
O valor potencial se aproxima do lucro líquido projetado pelo banco para 2026, que é de R$ 1,96 bilhão.
Impacto Limitado para o Acionista
Apesar do potencial de geração de caixa, os analistas do JPMorgan ressaltam que o impacto líquido para o acionista seria relativamente limitado. Mesmo com a distribuição de dividendos, o valor da companhia tende a diminuir após os desinvestimentos, compensando grande parte do montante distribuído. O retorno adicional estimado seria de cerca de 1% sobre o valor de mercado atual.
Cenários de Venda e seus Impactos
O relatório do JPMorgan considera seis cenários distintos. O mais otimista, com um retorno estimado de 14%, envolveria a venda integral da participação de aproximadamente 15% na Cury, um ativo que apresentou forte valorização desde seu IPO (Initial Public Offering).
No entanto, essa operação teria um impacto direto na rentabilidade da companhia.
O Retorno sobre o Patrimônio (ROE) cairia para cerca de 16% no cenário de venda total. Em comparação, os níveis atuais estão entre 18% e 19% ou com a alienação apenas parcial das participações.
Condições e Simulações
As simulações levam em conta uma alíquota de 15% sobre os ganhos de capital e assumem que a Cyrela conseguiria rescindir acordos de acionistas sem incorrer em penalidades. Atualmente, esses acordos exigem que a empresa mantenha participações mínimas de 14% a 15% nas subsidiárias.
Em 2025, as empresas Cury, Lavvi e Plano & Plano contribuíram com R$ 395 milhões para o lucro da Cyrela, representando 20% do resultado total da companhia.
Recomendação de Compra
O JPMorgan mantém a recomendação de compra para a Cyrela, com uma projeção de valorização de cerca de 20% até o final de 2026. A análise destaca a diversificação da companhia, que atua em diferentes faixas de renda, e a expansão de suas subsidiárias como fatores que sustentam a avaliação.
A empresa também abre espaço para ganhos extraordinários com a venda de participações.
