O Renascimento das Obras Clássicas em 2026
A literatura e o cinema são protegidos por direitos autorais, garantindo que autores e seus herdeiros recebam compensação por suas criações. Essa proteção geralmente dura 70 anos após a morte do autor. Após esse período, as obras entram em domínio público, liberando-as para novas edições, traduções e republicações, sem a necessidade de pagar royalties.
Essa mudança abre um leque de possibilidades para editoras e leitores.
Em 2026, o mercado editorial brasileiro celebra o ingresso em domínio público de dois grandes nomes: Dale Carnegie e Thomas Mann. Carnegie, conhecido por obras como “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, oferece novas edições e traduções, explorando suas lições atemporais.
As novas edições incluem formatos com design diferenciado, como as publicadas pela Auster e Princips, com preços mais acessíveis. Carnegie também lançou “Como Falar em Público e Encantar as Pessoas” e “Como Evitar Preocupações e Começar a Viver”, ambos pela Sextante.
Thomas Mann, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, também retorna ao domínio público com destaque. A obra “Veneza e a Montanha Mágica” já está sendo relançada em novas edições, com traduções e projetos gráficos diferenciados. A primeira edição, traduzida por Herbert Caro e publicada pela Companhia das Letras, ganhou uma nova edição com design de Kiko Farkas, em edição limitada pela Zain, com tradução de Julia Bussius e textos críticos de João Silvério Trevisan e Dieter Borchmeyer.
A edição de 74,90 reais é exclusiva para assinantes do Clube é recheada de notas para auxiliar o leitor nessa escalada.
“A Montanha Mágica” narra a história de um jovem que se isola em um sanatório nos Alpes, onde se depara com intensos debates sobre a vida e a morte. A obra, considerada um calhamaço enciclopédico, oferece um “distintivo” aos leitores que a completam.
A Companhia das Letras relançou a tradução clássica de Herbert Caro, com um posfácio inédito de Marcus Mazzari, professor da USP. O Clube de Literatura Clássica também lançou uma nova tradução, assinada por Alexandre Mazak.
O professor e crítico Leonardo Thomaz destaca a importância da obra: “A Montanha assusta, porque, na medida que o Hans vai se educando, o livro vai se tornando cada vez mais denso, exigindo cada vez mais do leitor”. A obra oferece uma “estufa das ideias de um tempo em colapso”, mantendo elementos da tradição, mas com um olhar crítico.
