Daniel Vorcaro investiga: Tanure tem patrimônio bloqueado no Banco Master

Ministro Toffoli bloqueia patrimônio de Nelson Tanure em Operação Compliance Zero. Investigação do Banco Master, com Daniel Vorcaro, intensifica-se. R$ 5,7 bi em bens apreendidos

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(Imagem de reprodução da internet).

A investigação em torno do Banco Master, com Daniel Vorcaro como figura central, intensifica-se. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, ordenou o bloqueio do patrimônio do empresário Nelson Tanure, em decorrência de investigações sobre supostas fraudes na instituição financeira.

A decisão, datada de 6 de janeiro, foi executada em 14 de janeiro, durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

Bloqueio de Ativos

Como resultado da ação, foram apreendidos e bloqueados R$ 5,7 bilhões em bens. Paralelamente, houve a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 101 pessoas físicas e jurídicas envolvidas nas investigações. A medida foi determinada a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Nelson Tanure e o Banco Master

A investigação aponta que Tanure poderia ter atuado como “sócio oculto” do Banco Master, utilizando fundos de investimento e estruturas societárias complexas para exercer influência na instituição. O Ministério Público considera que a combinação de evidências justificaria o bloqueio de seu patrimônio.

Tanure negou qualquer participação societária no banco. Em sua declaração, afirmou não ter sido controlador ou sócio, mesmo que em posição minoritária, e que suas relações se limitavam a acordos comerciais como cliente ou investidor.

Pressão Financeira e Transações

A situação de Tanure tem sido marcada por dificuldades financeiras desde que suas conexões com o Banco Master foram alvo de escrutínio. Informações indicam que a instituição de Daniel Vorcaro teria financiado aquisições realizadas pelo empresário, com o Banco Master atuando, em alguns casos, como coinvestidora.

Após a liquidação do Banco Master, Tanure passou a renegociar dívidas, culminando na venda de quase toda a sua participação na petroleira Prio (PRIO3). Dados da Bloomberg revelam que Tanure detinha cerca de 20% da Prio, com parte dessa participação sendo utilizada como garantia para um empréstimo do Credit Suisse, que foi desfeito em 2025, quando a UBS reduziu sua exposição ao empresário.

As ações restantes da Prio foram vendidas para quitar outras dívidas.

Adicionalmente, Tanure estaria buscando vender a Ligga Telecom, em negociações que envolvem o Rothschild.

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