Deolane Bezerra: Itaú Aponta Desconfiança e Movimentos Suspeitos em Operação Vérnix

Caso Vérnix: Polícia Civil Aponta Desconfiança do Itaú e Movimentações Suspeitas de Deolane Bezerra
Um relatório da Polícia Civil de São Paulo, que fundamenta a Operação Vérnix, revelou que a influenciadora Deolane Bezerra acionou uma ação judicial contra o banco Itaú após a instituição ter bloqueado um pedido de saque de R$ 1 milhão feito por sua irmã, Dayanne Bezerra Santos.
O incidente ocorreu em 24 de novembro de 2023 e se tornou um ponto central na investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo Deolane, familiares e membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigação inicial se concentrou na suspeita de irregularidades financeiras.
Suspeitas de Ocultação de Recursos e Alternativas Propostas pelo Banco
Segundo o relatório policial, Dayanne Bezerra alegou que o valor de R$ 1 milhão seria destinado à compra de um imóvel. Em resposta, o Itaú sugeriu uma transferência bancária como alternativa, buscando garantir a rastreabilidade dos recursos. No entanto, a irmã de Deolane recusou essa opção, o que intensificou as suspeitas da polícia.
Após o ocorrido, o banco estabeleceu um prazo até janeiro de 2024 para o encerramento das contas bancárias vinculadas à influenciadora e seus familiares. Dados da época indicavam que Deolane possuía cerca de R$ 10 milhões investidos no banco.
Descobertas e Incompatibilidades Patrimoniais
A recusa em realizar a transferência bancária alimentou a investigação da Polícia Civil, que apontou incompatibilidades entre o patrimônio da família e seus rendimentos declarados. Deolane movimentou R$ 7,66 milhões em créditos efetivos, enquanto declarou apenas R$ 577,9 mil no Imposto de Renda, uma diferença de mais de R$ 6,5 milhões.
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Além disso, a polícia identificou movimentações milionárias realizadas por Dayanne Bezerra e Solange Bezerra, mãe de Deolane, consideradas incompatíveis com seus rendimentos informados às autoridades fiscais. Essas informações contribuíram para a complexidade do caso.
Empresa Familiar e Estratégias de Lavagem de Capitais
A investigação também revelou o papel da empresa Bezerra Publicidade e Comunicação Ltda. como uma peça central no suposto esquema de lavagem de capitais. Dayanne Bezerra é sócia de Deolane na companhia. Os investigadores apontam que empresas, depósitos fracionados e movimentações pulverizadas foram utilizados para dificultar o rastreamento da origem dos recursos.
A Justiça determinou o bloqueio de bens e ativos milionários ligados aos investigados durante a Operação Vérnix.
Defesa de Deolane Bezerra e Prisão em Barueri
A defesa de Deolane Bezerra argumenta que o patrimônio da família possui origem lícita, resultado de atividades empresariais, jurídicas e da exposição nas redes sociais. Os advogados reafirmaram a inocência da influenciadora e afirmaram que os fatos serão esclarecidos durante o processo.
Em 21 de junho de 2026, Deolane foi presa em Barueri, na Grande São Paulo, e a operação também atingiu familiares de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, principal líder do PCC.
Autor(a):
Redação
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