DEX ETFs Revela Desafios e Oportunidades para Crescimento de ETFs no Brasil em Entrevista
Ricardo Schneider alerta: ETFs no Brasil enfrentam desafios! 🚀 O sócio da DEX ETFs detalha oportunidades e obstáculos para o crescimento do mercado. Saiba mais!
DEX ETFs Aponta Desafios e Oportunidades para o Crescimento dos ETFs no Brasil
Em uma entrevista ao BP Money, durante o MERGE São Paulo 2026, Ricardo Schneider, sócio da DEX ETFs, delineou os principais obstáculos e potenciais avanços do mercado de ETFs no Brasil. A principal preocupação de Schneider é a necessidade de fortalecer a educação financeira e a adoção institucional, que, segundo ele, ainda estão em desenvolvimento no país.
Lacunas no Mercado Brasileiro de ETFs
Schneider enfatizou que a DEX ETFs surgiu justamente para suprir essas lacunas, integrando educação, dados e a engenharia de índices em um único ecossistema. Ele ressaltou que a falta de conhecimento sobre o produto e seu uso prático no dia a dia do investidor é um fator limitante para o crescimento do segmento.
Além disso, o executivo apontou uma barreira cultural significativa: “Ainda não temos uma cultura forte de negociação em bolsa. Falta acesso, falta conta em corretora e falta entender como comprar e onde comprar”, explicou.
Impacto de Fatores Externos nos ETFs
Ao comentar sobre o cenário global, Schneider esclareceu que eventos geopolíticos e a variação do preço do petróleo não afetam diretamente os ETFs, mas sim os ativos que compõem esses fundos. Ele explicou que o ETF é um veículo, e o impacto se manifesta na categoria de ativos que ele acompanha.
Por exemplo, um ETF que replica a bolsa americana tende a cair se o mercado dos Estados Unidos recua, enquanto um ETF exposto ao dólar reflete a variação cambial.
Liquidez e o Crescimento Institucional
Schneider também abordou a questão da liquidez dos ETFs, destacando que muitos investidores focam apenas no volume de negociação em tela, sem considerar o papel do formador de mercado, que garante a liquidez e o alinhamento com o ativo subjacente.
Ele ressaltou que, apesar de um ETF possa parecer ter pouca negociação, o formador de mercado é crucial. Por fim, o executivo reforçou o potencial de crescimento do uso de ETFs por investidores institucionais, como fundos de pensão, devido à transparência, liquidez e acesso direto ao mercado oferecidos pelo produto.
Autor(a):
Redação
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