Díaz-Canel Ameaça “Banho de Sangue” e Acusa EUA de Ameaças e Violência

Díaz-Canel Alerta para ‘Banho de Sangue’ em Caso de Ação dos EUA e Denuncia Fabricação de Justificativas
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, expressou nesta segunda-feira (18) sua profunda preocupação com a possibilidade de uma intervenção militar dos Estados Unidos, descrevendo-a como um cenário que resultaria em um “banho de sangue” e consequências “incalculáveis” para a estabilidade da região.
Em uma publicação na rede X, o líder cubano reiterou que o país não representa uma ameaça a outros países, enfatizando a ausência de planos agressivos contra nações estrangeiras.
EUA Acusados de Fabricar Ameaças e Violar Direito Internacional
Díaz-Canel também acusou os Estados Unidos de tentar justificar uma possível intervenção militar, argumentando que essas ações violam o direito internacional. Ele salientou que qualquer ataque comprometeria a paz regional. A declaração surge em um contexto de crescente tensão, impulsionada por reportagens que mencionam a aquisição de drones militares por Cuba e discussões sobre seu possível uso contra alvos dos EUA, incluindo a base de Guantánamo e áreas na Flórida.
O governo cubano negou veementemente essas informações, classificando-as como um “caso fraudulento”.
Crise Interna Agrava a Situação e Aumenta a Pressão sobre o Governo
Enquanto a tensão externa se intensifica, a crise interna em Cuba continua a agravar a situação. Nos últimos meses, os apagões se tornaram mais frequentes e prolongados, com cortes de energia que chegam a mais de 19 horas por dia em Havana e dias sem eletricidade em outras regiões.
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A escassez de combustível também provocou novos protestos na capital, evidenciando a fragilidade do governo e a crescente insatisfação da população.
EUA Intensificam Vigilância e Pressão Diplomática
Em resposta à situação, o governo dos Estados Unidos ampliou a vigilância na região, com o ex-presidente Donald Trump já tendo declarado que assumir o controle de Cuba seria uma “honra”. A pressão americana se manifesta também na retomada da possibilidade de intervenção militar.
Em paralelo, os EUA intensificaram voos de vigilância, utilizando aeronaves e drones, segundo o The New York Times, com o objetivo de aumentar a pressão psicológica sobre o governo cubano.
Possível Diálogo e Ajuda Humanitária dos EUA
Apesar da tensão, surgiram sinais de diálogo entre os países. Informações da CIA indicam que houve reuniões com autoridades cubanas, e os EUA sinalizaram abertura para discutir temas econômicos e de segurança, condicionando essa abertura a “mudanças fundamentais” em Cuba.
Washington anunciou um pacote de US$ 100 milhões em ajuda humanitária, a ser distribuída por meio de organizações independentes.
Cuba Rejeita Pressão e Exige Fim do Embargo
Em resposta, Díaz-Canel afirmou que o fim do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos seria a principal solução para a crise. Ele atribuiu a situação atual às sanções e criticou a política americana. O chanceler Bruno Rodríguez também afirmou que Cuba avalia a ajuda americana, mas apenas com a participação de instituições como a Igreja Católica.
A situação permanece complexa, com a possibilidade de investigações envolvendo figuras como Raúl Castro, em relação a eventos passados.
Autor(a):
Redação
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