Distribuidoras de Energia: XP aponta ENGI11 e EQTL3 para destaque em 2026?
Distribuidoras de energia podem brilhar em 2026! A XP aponta ENGI11 e EQTL3 como “must own” para a recuperação do setor. Saiba mais!
Distribuidoras de Energia Podem Recuperar Destaque na Bolsa em 2026
Após um ano de 2025 com desempenho abaixo do esperado para o mercado, as distribuidoras de energia elétrica podem estar prontas para retomar um papel de destaque na bolsa de valores. A XP Investimentos projeta um cenário mais positivo para o setor em 2026 e já apontou quais ações podem liderar essa recuperação.
Essa mudança de perspectiva ocorre após anos em que o setor enfrentou uma compressão nos retornos sobre capital investido (Roic), um indicador crucial de rentabilidade para empresas reguladas. Os analistas da XP apontam que esse ciclo negativo foi causado por uma combinação de piora na eficiência operacional, aumento de despesas (opex) e revisões para baixo no custo médio ponderado de capital (Wacc) regulatório, fundamental para a definição das tarifas.
A Antecipação do Mercado e a Reprecificação das Ações
Atualmente, a análise sugere que grande parte dessas pressões negativas já foi absorvida pelos preços das ações. Em outras palavras, o mercado parece ter antecipado o pior cenário, o que abre espaço para uma reprecificação mais otimista à medida que os fundamentos das empresas começam a melhorar.
As Apostas Principais Segundo a XP
Neste novo cenário, a XP elevou suas recomendações para algumas companhias do setor. Energisa (ENGI11) e Equatorial Energia (EQTL3) são destacadas como as principais apostas para 2026, classificadas como “must own”, indicando que são nomes considerados essenciais para quem busca exposição ao segmento.
Ambas as empresas compartilham características relevantes no cenário projetado, como portfólios diversificados, histórico de execução comprovado e, principalmente, alta sensibilidade ao ciclo de juros, o que garante fluxos de caixa de longa duração.
Recomendações Variadas no Setor Elétrico
Outras empresas também receberam atenção. A Light (LIGT3) e a Copel (CPLE3) tiveram suas recomendações elevadas para compra, refletindo expectativas de melhoria operacional e possíveis ganhos regulatórios. Por outro lado, a Cemig (CMIG4) manteve recomendação neutra, enquanto a CPFL Energia (CPFE3) foi rebaixada para venda, sinalizando menor potencial de valorização no curto prazo.
O Desempenho Passado e o Potencial de Recuperação
O histórico recente ajuda a explicar o ceticismo do mercado. Em 2025, Energisa e Equatorial registraram altas de cerca de 54% e 50%, respectivamente. Contudo, esses números ficaram aquém de outros nomes de infraestrutura, como Eneva (ENEV3) e Sabesp (SBSP3), que apresentaram valorizações mais robustas, variando de 64% a mais de 100%.
Para a XP, esse descompasso reforça a tese de que as distribuidoras ficaram para trás e, justamente por isso, podem oferecer uma assimetria de valor interessante daqui para frente.
Fatores Chave para a Virada do Setor
O principal motor dessa mudança de narrativa reside na agenda regulatória. Espera-se que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) avance em discussões que podem destravar valor para o setor. Um ponto crucial é a revisão de mecanismos que afetam diretamente a remuneração das distribuidoras.
Entre esses mecanismos, destaca-se o “fator x”, usado para ajustar tarifas com base em ganhos de eficiência. A abertura de consulta pública sobre o tema deve trazer mais transparência sobre o reconhecimento anual dos investimentos e ajudar a calibrar as expectativas de retorno.
Impactos Macroeconômicos e Regulatórios
Além disso, a agência deve discutir novos incentivos regulatórios e ajustes nas regras de inadimplência. Para a Light, a XP aponta como catalisador uma possível atualização da metodologia de perdas, o que poderia permitir um tratamento regulatório mais adequado à realidade de concessões de maior risco.
Outro pilar é o cenário macroeconômico. As distribuidoras são sensíveis à taxa de juros, já que operam com alta alavancagem e fluxos de caixa de longo prazo. A expectativa de juros menores pode beneficiar intensamente empresas como Energisa e Equatorial, devido à sua longa duração e estrutura de capital.
Conclusão: De Coadjuvantes a Protagonistas em 2026
A visão final da XP é que o setor reúne um conjunto de fatores raramente alinhados: valuations mais descontados, menor risco de revisões negativas e potencial de ganhos positivos vindos da regulação e do ambiente macroeconômico.
Isso sugere que as distribuidoras podem mudar seu papel na carteira de investimentos. Após anos sendo vistas como secundárias, essas empresas podem retornar ao centro das atenções em 2026, impulsionadas por fundamentos mais sólidos e um cenário externo mais favorável.
Autor(a):
Redação
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