Dívida Pública Federal Dispara: Análise Completa do Crescimento em 2025!

Dívida Pública Federal dispara em 2025! Tesouro revela o aumento de R$ 8,635 trilhões e mira em 2026. Saiba mais!

30/01/2026 12:48

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(Imagem de reprodução da internet).

Dívida Pública Federal Cresce em 2025, Dentro das Previsões

O Tesouro Nacional divulgou nesta quarta-feira (28) que a Dívida Pública Federal (DPF) encerrou o ano de 2025 em R$ 8,635 trilhões. O valor está dentro do intervalo previsto no Plano Anual de Financiamento (PAF), conforme informado pela Secretaria do Tesouro Nacional.

Em relação a novembro, o estoque de dívida apresentou um crescimento de 1,82%. A comparação com o final de 2024 revela uma alta de 18%.

Análise da Dívida Pública Mobiliária Federal

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) fechou o ano em R$ 8,309 trilhões. Esse valor é superior aos R$ 8,165 trilhões registrados em novembro. Os dados foram apresentados durante a divulgação do Relatório Anual da Dívida (RAD) de 2025 e do PAF 2026, com a liderança da Secretaria do Tesouro Nacional e o secretário Rogério Ceron.

Distribuição dos Indexadores e Desafios

A distribuição dos indexadores da DPF apresentou um equilíbrio, com 22% em títulos prefixados, 25,9% em títulos atrelados ao índice de preços, 48,3% em títulos flutuantes e 3,8% em títulos atrelados ao câmbio. O secretário Ceron destacou o desafio de conter a alta dos títulos flutuantes e manter a participação dos títulos prefixados.

O custo médio do estoque permaneceu abaixo da Selic, com uma taxa básica média de 14,33% em 2025, resultando em um custo da dívida próximo de 12%, segundo o Tesouro.

Projeções para 2026 e Estratégias Internacionais

Para 2026, o PAF estabelece uma meta de DPF entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões ao final do ano. O plano prevê um aumento na participação de títulos prefixados, estabilidade nos títulos flutuantes e uma menor influência da dívida de curto prazo.

A necessidade líquida de financiamento projetada é de R$ 1,677 trilhão, impulsionada principalmente pelos vencimentos da dívida interna, que somam R$ 1,538 trilhão. O Tesouro Nacional também anunciou a expansão da atuação nos mercados internacionais, com emissões em dólar, retorno ao euro e uma emissão inaugural em yuan.

A estratégia inclui a manutenção de títulos sustentáveis e a realização de recompras (buyback) na dívida externa, visando convergir para 7% da DPF em instrumentos cambiais.

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