Dólar em baixa histórica contra o Real: Especialistas apontam o que virá a seguir?

Dólar em baixa histórica contra o real! Saiba por que o mercado aponta potencial de valorização e o que esperar do câmbio em 2026. Clique e confira!

09/04/2026 16:35

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(Imagem de reprodução da internet).

Dólar encerra pregão em baixa histórica frente ao real

O dólar americano tende a finalizar o pregão desta quinta-feira (9) em um dos níveis mais baixos em relação ao real há quase um ano, renovando mínimas pela segunda sessão consecutiva. Por volta das 16h20, a moeda americana registrava queda de 0,74%, atingindo R$ 5,0649, o patamar mais baixo desde 17 de maio de 2024.

No acumulado do mês, a divisa já sofreu uma queda próxima de 8%. Especialistas apontam que ainda há potencial para uma maior valorização do real no curto prazo.

Análise dos Especialistas: Fatores por Trás da Queda

Leonardo Santana, sócio da Top Gain, atribui o movimento recente principalmente à entrada de capital estrangeiro na Bolsa brasileira, somada à melhora do clima de risco global. Ele cita o avanço nas negociações de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã como um fator positivo.

Fluxo de Capital e Juros no Brasil

Segundo Santana, a Bolsa brasileira está bastante desvinculada dos mercados internacionais, impulsionada por esse fluxo de capital externo. Ele ressalta o diferencial dos juros como um grande atrativo do país.

Embora o Brasil deva realizar mais um corte de juros neste mês, o país ainda mantém um dos maiores juros reais do mundo. Santana complementa que o cenário futuro depende do resultado eleitoral, pois um governo de direita melhoraria muito o cenário, permitindo uma queda adicional do dólar.

Perspectivas de Mercado para o Dólar

Lucca Bezzon, especialista de inteligência de mercado da Stonex, observa que o real já demonstrava bom desempenho, mesmo com um dólar mais fraco no exterior e apesar das tensões no Oriente Médio. Ele destaca que a notícia de cessar-fogo globalmente fez o dólar desvalorizar, e o real se sobressaiu nesse contexto.

O Papel dos Fundamentos Econômicos

Para Bezzon, o bom desempenho do real é reflexo dos juros elevados no Brasil, do distanciamento geopolítico e dos preços elevados das commodities, já que o Brasil é um exportador de petróleo.

Bruno Shahini, da Nomad, acredita que o dólar pode operar próximo aos R$ 5. Ele lembra que o real valorizou 11% em 2025 frente ao dólar e teve avanços significativos em janeiro e fevereiro deste ano.

Comportamento Cambial e Commodities

Shahini aponta que o real se manteve saudável, consolidando-se entre R$ 5,20 e R$ 5,25, sem um movimento exagerado de desvalorização. Ele acrescenta que, apesar da queda recente do petróleo, espera-se que a commodity mantenha um prêmio nos próximos meses, o que beneficia a balança comercial e a oferta de dólares.

Riscos e Cenários Futuros

Santana sugere que o dólar tem espaço para cair até a faixa de R$ 4,90 e R$ 5, idealmente se os Estados Unidos cortarem juros, o que atrairia mais capital para mercados emergentes como o Brasil.

Contudo, o Fed Watch do CME Group indica que as apostas por cortes de juros pelo Federal Reserve estão mais distantes, com a maior previsão de corte apenas para junho de 2027. Santana alerta que o risco fiscal em 2026, devido ao ano eleitoral, pode reverter o cenário positivo.

Visão de Risco Político e Fiscal

Daniel Borges, CEO da Route Investimentos, adverte que os riscos domésticos, especialmente com a proximidade das eleições, trazem incertezas fiscais e políticas que pressionam o câmbio. Ele prevê que qualquer desvio nas contas públicas pode empurrar o dólar de volta para patamares de R$ 5,40 ou mais.

Bezzon finaliza ponderando que a taxa de câmbio já sofreu uma queda considerável no ano, saindo de R$ 5,50 para R$ 5,10. Isso sugere que parte do movimento de baixa já foi absorvida pelo mercado, o que pode limitar novas quedas no curto prazo.

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