Dólar em baixa histórica contra o Real: Especialistas apontam o que virá a seguir?
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Dólar encerra pregão em baixa histórica frente ao real
O dólar americano tende a finalizar o pregão desta quinta-feira (9) em um dos níveis mais baixos em relação ao real há quase um ano, renovando mínimas pela segunda sessão consecutiva. Por volta das 16h20, a moeda americana registrava queda de 0,74%, atingindo R$ 5,0649, o patamar mais baixo desde 17 de maio de 2024.
No acumulado do mês, a divisa já sofreu uma queda próxima de 8%. Especialistas apontam que ainda há potencial para uma maior valorização do real no curto prazo.
Análise dos Especialistas: Fatores por Trás da Queda
Leonardo Santana, sócio da Top Gain, atribui o movimento recente principalmente à entrada de capital estrangeiro na Bolsa brasileira, somada à melhora do clima de risco global. Ele cita o avanço nas negociações de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã como um fator positivo.
Fluxo de Capital e Juros no Brasil
Segundo Santana, a Bolsa brasileira está bastante desvinculada dos mercados internacionais, impulsionada por esse fluxo de capital externo. Ele ressalta o diferencial dos juros como um grande atrativo do país.
Embora o Brasil deva realizar mais um corte de juros neste mês, o país ainda mantém um dos maiores juros reais do mundo. Santana complementa que o cenário futuro depende do resultado eleitoral, pois um governo de direita melhoraria muito o cenário, permitindo uma queda adicional do dólar.
Perspectivas de Mercado para o Dólar
Lucca Bezzon, especialista de inteligência de mercado da Stonex, observa que o real já demonstrava bom desempenho, mesmo com um dólar mais fraco no exterior e apesar das tensões no Oriente Médio. Ele destaca que a notícia de cessar-fogo globalmente fez o dólar desvalorizar, e o real se sobressaiu nesse contexto.
O Papel dos Fundamentos Econômicos
Para Bezzon, o bom desempenho do real é reflexo dos juros elevados no Brasil, do distanciamento geopolítico e dos preços elevados das commodities, já que o Brasil é um exportador de petróleo.
Bruno Shahini, da Nomad, acredita que o dólar pode operar próximo aos R$ 5. Ele lembra que o real valorizou 11% em 2025 frente ao dólar e teve avanços significativos em janeiro e fevereiro deste ano.
Comportamento Cambial e Commodities
Shahini aponta que o real se manteve saudável, consolidando-se entre R$ 5,20 e R$ 5,25, sem um movimento exagerado de desvalorização. Ele acrescenta que, apesar da queda recente do petróleo, espera-se que a commodity mantenha um prêmio nos próximos meses, o que beneficia a balança comercial e a oferta de dólares.
Riscos e Cenários Futuros
Santana sugere que o dólar tem espaço para cair até a faixa de R$ 4,90 e R$ 5, idealmente se os Estados Unidos cortarem juros, o que atrairia mais capital para mercados emergentes como o Brasil.
Contudo, o Fed Watch do CME Group indica que as apostas por cortes de juros pelo Federal Reserve estão mais distantes, com a maior previsão de corte apenas para junho de 2027. Santana alerta que o risco fiscal em 2026, devido ao ano eleitoral, pode reverter o cenário positivo.
Visão de Risco Político e Fiscal
Daniel Borges, CEO da Route Investimentos, adverte que os riscos domésticos, especialmente com a proximidade das eleições, trazem incertezas fiscais e políticas que pressionam o câmbio. Ele prevê que qualquer desvio nas contas públicas pode empurrar o dólar de volta para patamares de R$ 5,40 ou mais.
Bezzon finaliza ponderando que a taxa de câmbio já sofreu uma queda considerável no ano, saindo de R$ 5,50 para R$ 5,10. Isso sugere que parte do movimento de baixa já foi absorvida pelo mercado, o que pode limitar novas quedas no curto prazo.
Autor(a):
Redação
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