Análise do Cenário Cambial: Dólar e Moedas Estrangeiras em 2026
O mercado de câmbio, atualmente, apresenta um cenário complexo e desafiador para investidores e analistas. A interpretação do cenário global, com tantas incertezas, parece ser como decifrar um mapa antigo, com cada especialista apontando para um norte diferente. O Citi, um dos principais bancos do mundo, reconhece essa dificuldade, mas oferece algumas projeções que podem ajudar a entender o futuro do dólar e de outras moedas estrangeiras.
Projeções do Citi para o Dólar e Real
Enquanto o dólar americano busca uma reaceleração, o euro e o dólar canadense parecem estar em lados opostos da balança. O Citi mantém uma postura pessimista (bearish) para o par EURUSD no primeiro semestre de 2026, projetando uma queda para 1,15 em três meses e 1,11 em um ano. Essa visão se baseia na expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) não altere os juros com tanta rapidez, deixando o destino do euro nas mãos da força do dólar americano. Para o real, o Citi estima que o dólar se mantenha em R$ 5,20 nos próximos três meses, com uma projeção de R$ 5,35 para o final de 2026. No entanto, a longo prazo, a proximidade das eleições no Brasil e a atenção redobrada à política fiscal podem gerar uma leve depreciação da moeda nacional.
Moedas Estrangeiras: Oportunidades e Riscos
O Citi aponta para um movimento interessante no Oriente, com as moedas dos países emergentes da Ásia podendo apresentar uma performance superior nos próximos meses. Essa perspectiva pode reduzir o apelo dessas moedas como fundos de investimento. No Japão, o iene (JPY) enfrenta um patamar de 155 ienes por dólar norte-americano que pode servir como um teto de longo prazo para o par USDJPY. A expectativa é de uma correção para 145 ienes nos próximos meses, impulsionada pela alta nos yields dos títulos públicos japoneses (JGBs), que devem atrair investidores de volta para a moeda local.
Fatores que Influenciam o Mercado
Para o dólar americano continuar sua trajetória de alta global, o Citi destaca dois pilares importantes. Em primeiro lugar, a indicação de Kevin Warsh para a presidência do banco central norte-americano reforça a visão de uma instituição dependente de dados. Em segundo lugar, o dólar parece estar recuperando o status de ativo de proteção, voltando a ter uma correlação negativa com as ações – quando as bolsas caem, o dólar sobe.
Conclusão: Navegando em um Cenário Incerto
O mercado de câmbio em 2026 apresenta um cenário complexo, com projeções que refletem incertezas globais e fatores específicos de cada moeda. O Citi oferece algumas perspectivas, mas a análise do mercado exige cautela e acompanhamento constante das notícias e indicadores econômicos.
