Um avião de vigilância E-3 Sentry, pertencente à Força Aérea dos Estados Unidos, sofreu uma destruição após um ataque iraniano à Base Aérea Príncipe Sultan, localizada na Arábia Saudita, no domingo (29). A ofensiva utilizou mísseis e drones, resultando em pelo menos 12 militares americanos feridos, com dois em estado grave.
O E-3 Sentry é uma plataforma crucial para o monitoramento e coordenação de operações militares, atuando como os “olhos e ouvidos” das forças aéreas em situações de conflito.
O E-3 Sentry em Detalhes
O E-3 Sentry integra o sistema AWACS (Sistema de Alerta e Controle Aerotransportado). A aeronave possui um radar avançado, chamado radomo, que garante uma ampla cobertura de detecção, permitindo identificar aeronaves, drones e mísseis, mesmo em baixa altitude, filtrando interferências do solo.
Essa tecnologia permite que a Força Aérea dos EUA mantenha uma visão ampla do campo de batalha e tome decisões estratégicas mais eficientes.
Capacidades e Operações
A Força Aérea dos EUA adaptou o modelo comercial Boeing 707 para uso militar em 1977. O E-3 Sentry pode operar em diversas altitudes e condições climáticas, permanecendo no ar por cerca de oito horas sem reabastecimento, com a possibilidade de extensão por meio de abastecimento em voo.
A tripulação, composta por quatro pilotos e entre 13 e 19 operadores, é responsável por analisar dados e coordenar missões.
Custos e Frota
Cada unidade do E-3 Sentry tem um custo estimado em cerca de US$ 270 milhões. Atualmente, a Força Aérea dos Estados Unidos mantém uma frota limitada dessas aeronaves, consideradas essenciais para operações no exterior, especialmente em regiões de conflito como o Oriente Médio.
Escalada no Oriente Médio
O ataque à Base Aérea Príncipe Sultan também resultou em danos a outras aeronaves, incluindo aviões de reabastecimento. O incidente ocorre em meio à intensificação dos ataques do Irã contra estruturas militares dos Estados Unidos no Golfo, atingindo sistemas de defesa, radares e bases em diferentes países da região.
Essas ofensivas fazem parte da resposta de Teerã à atuação americana, elevando os riscos para a segurança energética internacional.
