Embraer e Azul Anunciam Mudanças de Liderança
A Embraer (EMBJ3) anunciou a saída de seu diretor financeiro, Antonio Carlos Garcia, que ocupava o cargo desde 2020. Garcia deixará a empresa para assumir o mesmo cargo na Azul (AZUL53), substituindo Alexandre Wagner Malfitani, um dos fundadores da aérea.
O CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, temporariamente, acumulará as funções até que um novo nome seja definido pelo conselho de administração.
A Embraer ressaltou que a mudança não altera sua estratégia, operações ou compromissos financeiros, reafirmando confiança na continuidade do desempenho e na solidez da posição financeira da companhia. A Azul expressou entusiasmo com a chegada do executivo, destacando a experiência de Garcia na Embraer, uma das principais parceiras da companhia, e seu papel fundamental na próxima fase da Azul.
Garcia assumirá as funções de diretor financeiro e diretor de relações com investidores (DRI).
Desempenho da Embraer e Perspectivas para 2026
Recentemente, as ações da Embraer têm apresentado queda na bolsa, impulsionada pelo receio em relação às entregas para 2026 e pela guerra no Irã, que intensifica as tensões geopolíticas e eleva os preços dos combustíveis. Apesar desses fatores, a empresa tem apresentado um bom desempenho operacional, com um salto de 47% nas entregas no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2025.
Analistas do BTG Pactual, Itaú BBA, JP Morgan e XP identificam esse momento como um ponto de entrada promissor para o papel da Embraer.
A companhia informou que entregou 44 aeronaves, incluindo 10 para a aviação comercial (três delas do modelo E195-E2, a maior aeronave em produção pela Embraer nesse segmento) e 29 jatos para a aviação executiva, com um aumento de 26% em relação ao ano anterior.
No segmento de defesa e segurança, a Embraer entregou uma aeronave multimissão KC-390 Millennium e quatro A-29 Super Tucano, totalizando cinco aeronaves no trimestre.
Azul Busca Eficiência e Sustentabilidade Financeira
A Azul, que recentemente saiu do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, sinaliza um ano mais focado em eficiência, geração de caixa e preservação de margens. A companhia planeja reduzir mais de 50% das despesas com juros e cerca de um terço dos gastos com arrendamento de aeronaves, o que deve resultar em uma economia recorrente estimada em aproximadamente R$ 2,2 bilhões por ano a partir de 2026.
A Azul também adota uma abordagem disciplinada na expansão da capacidade, com previsão de queda de cerca de 1% na oferta doméstica já no segundo trimestre de 2026.
