Embraer e Azul Anunciam Mudanças de Liderança
A Embraer (EMBJ3) anunciou a saída de seu Diretor Financeiro (CFO), Antonio Carlos Garcia, que ocupava a posição desde 2020. Garcia deixará a companhia para assumir o mesmo cargo na Azul (AZUL53), substituindo Alexandre Wagner Malfitani, um dos fundadores da aérea.
Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer, assumirá interinamente as funções até que um novo nome seja definido pelo conselho de administração.
A Embraer afirmou que a mudança não altera sua estratégia, operações ou compromissos financeiros, reiterando confiança na continuidade do desempenho e na solidez da posição financeira da companhia. A Azul expressou entusiasmo com a chegada do executivo, destacando a experiência de Garcia na Embraer, uma das principais parceiras da companhia, e seu papel fundamental na próxima fase da Azul.
Garcia acumulará as funções de CFO e Diretor de Relações com Investidores (DRI). Um processo de transição com Malfitani começará a partir de 20 de abril.
Desempenho da Embraer e Perspectivas para 2026
A Embraer tem apresentado um bom desempenho, com um salto de 47% nas entregas no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período em 2025. Analistas do BTG Pactual, Itaú BBA e JP Morgan e XP enxergam um bom ponto de entrada para o papel.
A companhia informou que 44 aeronaves foram entregues, sendo 10 da aviação comercial – três delas do modelo E195-E2, a maior aeronave atualmente em produção pela Embraer nesse segmento.
No segmento de aviação executiva, a Embraer entregou 29 jatos, alta de 26%. O desempenho foi impulsionado pelo aumento das entregas de jatos leves e médio porte, refletindo a demanda contínua no segmento. A empresa também entregou uma aeronave de transporte militar multimissão KC-390 Millennium e quatro A-29 Super Tucano.
Para 2026, a Embraer estima entregas entre 80 e 85 aeronaves na aviação comercial – crescimento de 6% ano contra ano – e entre 160 e 170 aeronaves na aviação executiva – também com aumento médio de 6% na comparação anual.
Azul Retrata uma Nova Estratégia
A companhia aérea Azul saiu recentemente do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11). Olhando para frente, a Azul apresentou perspectivas que reforçam uma mudança de postura após a reestruturação. Em vez de priorizar crescimento acelerado, a companhia sinaliza um ano mais focado em eficiência, geração de caixa e preservação de margens.
A empresa projeta cortar mais de 50% das despesas com juros e cerca de um terço dos gastos com arrendamento de aeronaves, o que deve resultar em uma economia recorrente estimada em aproximadamente R$ 2,2 bilhões por ano a partir de 2026.
