Empresário Detido Após Empréstimo de R$86 Milhões e Investidores em Crise

Polícia Federal detém empresário após operação financeira de R$ 86 milhões com BTG Pactual. Investigações sobre irregularidades e liquidação do Banco Master afetam 1,6 milhão de investidores

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(Imagem de reprodução da internet).

Operação Financeira e Detenção de Empresário em Investigação

Dias antes de ser preso pela Polícia Federal, o empresário firmou um empréstimo bancário de R$ 86 milhões com o BTG Pactual. A operação foi concluída em 14 de dezembro, e três dias depois, ele foi detido como parte de investigações sobre irregularidades financeiras no caso em questão.

O contrato estabelecia a cobrança de 12% de juros anuais sobre o valor acrescido.

O motivo exato da transação permanece incerto. A defesa do empresário alega que ele estava no processo de venda do Banco Master no dia da prisão. No entanto, o plano de venda não se concretizou. Em resposta ao caso, o Banco Central do Brasil iniciou o processo de liquidação das operações do banco.

Essa liquidação teve impacto imediato nos investidores, com o congelamento de garantias e a perda de acesso aos rendimentos de CDBs. Cerca de 1,6 milhão de investidores foram afetados por essa situação, intensificando a tensão em torno do caso.

Modelo de Cédula de Crédito Bancário e Impacto nos Investidores

Os contratos entre o BTG e o Banco Master seguiram o modelo de Cédula de Crédito Bancário (CCB). Os títulos, no valor total de R$ 86 milhões, tinham vencimento em 26 de dezembro. A modalidade CCB é comum no mercado financeiro, permitindo a execução rápida em caso de inadimplência, o que reforça a postura preventiva do credor.

Enquanto o processo se desenrola, 1,6 milhão de investidores aguardam o ressarcimento de até R$ 41 milhões via Fundo Garantidor de Créditos, com expectativa de pagamento em janeiro de 2026. A situação complexa adiciona uma nova camada de pressão jurídica ao caso.

Paralelamente, a família Rezende Barbosa, ex-controladora do Banco Voiter, busca na Justiça R$ 247 milhões referentes a acordos da venda da instituição ao Master, realizada em 2024. A complexidade do caso continua a gerar incertezas.

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