Empresas Brasileiras falham em saúde mental: o que esperar da NR-1 a partir de 26 de maio?
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Empresas Brasileiras Enfrentam Desafios na Implementação de Saúde Mental no Trabalho
Com a vigência plena da Norma Regulamentadora n.º 1 (NR-1) se aproximando, as empresas brasileiras ainda demonstram um quadro incompleto no que tange à manutenção de programas corporativos robustos sobre o tema. A partir de 26 de maio deste ano, as companhias operantes no país deverão adotar medidas para mapear e reduzir riscos que afetam o bem-estar psicológico dos colaboradores.
Tais riscos incluem estresse, assédio moral e excesso de carga de trabalho. Apesar dessa determinação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), apenas 10,7% das organizações no Brasil contam com uma estratégia de saúde mental totalmente estruturada, que inclua programas integrados e mensuração contínua de impacto nos resultados do negócio.
Resultados de Pesquisa Revelam Obstáculos na Gestão de Saúde Mental
Os dados citados provêm de um levantamento realizado em março, durante a primeira edição do fórum HR First Class Rio de Janeiro. O evento focou na discussão sobre “A relevância e o impacto da saúde mental nas empresas”.
O mapeamento envolveu 300 respondentes, que eram líderes de Recursos Humanos (RH) de grandes e médias empresas dos setores varejista, industrial, de energia e de serviços. Os entrevistados apontaram dificuldades significativas para avançar na pauta de saúde mental corporativa.
Principais Barreiras para o Avanço
Os maiores obstáculos identificados foram a carência de métricas claras e a dificuldade em mensurar o retorno dos investimentos (41,1%). Outro fator apontado foi a limitação orçamentária ou a disputa da agenda com outras prioridades empresariais (28,6%).
Marcos Scaldelai, diretor executivo do HR First Class e porta-voz da pesquisa, avalia que a ausência de uma agenda mais consolidada nas companhias sugere que o tema ainda não está totalmente integrado à cultura corporativa.
A Saúde Mental como Prioridade Cultural
“Infelizmente, a alta liderança acaba não colocando o tema como prioridade dentro das estratégias de negócios e trata o assunto apenas como responsabilidade do RH. A saúde mental precisa estar inserida na cultura da empresa”, afirmou Scaldelai.
As empresas que já possuem programas mais avançados conseguem quantificar ganhos notáveis. Um total de 8,9% dos representantes relataram impactos positivos superiores a 20% em indicadores como absenteísmo, presenteísmo, produtividade e custos de saúde.
O Valor Estratégico dos Dados na Gestão
O estudo indica que as organizações que conseguirem transformar essas iniciativas em modelos de gestão baseados em dados e conectados diretamente ao negócio colherão um valor maior. Esse ganho se manifesta tanto na melhoria da performance quanto na sustentabilidade geral da empresa.
Autor(a):
Redação
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