Enel Detona: Apagões em SP são “impossíveis” e culpa Prefeitura e clima!

Enel explode em críticas aos apagões em SP! CEO, Flavio Cattaneo, dispara contra a situação e culpa infraestrutura e clima. Crise energética atinge SP e causa revolta. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Enel Apresenta Avaliação Detalhada Sobre Apagões em São Paulo

O CEO da Enel, Flavio Cattaneo, foi direto ao comentar sobre os recentes apagões que afetaram a Grande São Paulo. Em um evento para investidores, realizado nesta segunda-feira (23), ele expressou sua frustração com a situação, afirmando que “só tem um capaz de gerenciar, mas este não é humano, é Jesus Cristo, porque não é possível de outro jeito evitar o apagão”.

A declaração gerou grande repercussão imediata.

Por trás da fala contundente, porém, reside um argumento técnico que a Enel tem defendido há meses. Segundo Cattaneo, o principal problema reside na infraestrutura de distribuição de energia em São Paulo. A cidade é a única grande metrópole do mundo onde a rede elétrica é predominantemente aérea, com fios passando por áreas de vegetação densa.

O executivo também apontou para as mudanças climáticas como um fator agravante. A frequência e a intensidade das tempestades têm aumentado, resultando em ventos mais fortes que derrubam árvores e comprometem a rede elétrica. Ele enfatizou que, diante dessa combinação de fatores, evitar apagões se torna uma tarefa praticamente impossível.

Cattaneo também atribuiu responsabilidades à Prefeitura de São Paulo, ressaltando que a poda de árvores em áreas de risco é uma obrigação municipal. “Não se trata apenas de um problema da Enel”, declarou. Os dados recentes dos apagões ilustram a magnitude da crise.

Em dezembro de 2023, um vendaval deixou mais de 2,2 milhões de clientes sem energia, com o restabelecimento levando mais de cinco dias em muitas regiões. Em novembro de 2023, o cenário se repetiu, com ventos acima de 100 km/h derrubando árvores e causando um novo colapso na rede elétrica, afetando 2,1 milhões de clientes por quase uma semana.

Apesar das críticas, o CEO da Enel reafirmou o compromisso da empresa com a região. Ele informou que houve avanços significativos nos indicadores de atendimento. O Tempo Médio de Atendimento (TMA) caiu de 832 minutos em 2023 para 434 minutos em 2025, representando uma redução de 50% no tempo de recomposição.

A Enel também descartou a venda da operação paulista e busca um diálogo com as autoridades para encontrar uma “solução final” para os apagões.

Além de São Paulo, a Enel está avançando com negociações para renovar contratos no Ceará e no Rio de Janeiro. A empresa anunciou investimentos bilionários no Brasil, totalizando R$ 25,3 bilhões entre 2023 e 2025, com R$ 24 bilhões destinados à distribuição em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará.

No plano global, a Enel planeja investir 53 bilhões de euros entre 2026 e 2028, com foco em redes de energia na Europa e nos Estados Unidos, e projetos de geração renovável. Para a América Latina, a empresa reservou cerca de 9 bilhões de euros, com Brasil, Colômbia e Chile recebendo a maior parte dos investimentos.

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