Escola de São Paulo é Campeã, Investimento Bilionário e Debate Político no Carnaval de 2026!

Escola de São Paulo é campeã no Carnaval 2026! Disputa acirrada e R$ 85,2 milhões em investimento federal chocam o cenário. Saiba mais!

18/02/2026 11:54

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(Imagem de reprodução da internet).

A principal questão que ecoava após a Quarta-feira de Cinzas e o término dos desfiles carnavalescos foi simples: quem se consagrou campeão no Carnaval de 2026? Em São Paulo, a resposta surgiu com uma disputa acirrada e um clima de decisão em cada nota da apuração.

A conversa que dominava os bastidores, no entanto, ia além do espetáculo, focando em um debate crucial: qual o volume de recursos públicos investidos na folia e como essa questão se tornou um tema político de grande relevância.

As Duas Pontas do Carnaval

Compreender as duas faces do Carnaval – o espetáculo vibrante e o complexo universo dos negócios que o sustentam – era fundamental. A disputa pelo título, a escolha da escola vencedora e a análise dos investimentos financeiros revelavam a dinâmica de um evento que transcende a simples celebração.

A Conquista da Escola de São Paulo

A Escola de São Paulo, com uma vitória apertada, conquistou o 13º título, com uma pontuação de 269,8 pontos. A disputa foi acirrada, com a Gaviões da Fiel (269,7 pontos) e a Dragões da Real (269,6 pontos) fechando a disputa nos degraus do pódio.

O enredo campeão, “Malunga Léa: Rapsódia de uma deusa negra”, homenageou a atriz Léa Garcia.

Rebaixamento e Desfile das Campeãs

As escolas Rosas de Ouro e Águia de Ouro ficaram nas últimas posições, resultando em seu rebaixamento para o Grupo de Acesso 1. O Desfile das Campeãs, realizado em 21 de fevereiro, serviu como uma reapresentação, sem critérios de avaliação, e atraiu grande público, mídia e ativações que prolongaram o impacto do evento.

Investimento Federal e Debate Político

Enquanto a apuração em São Paulo chegava ao fim, um levantamento revelou um investimento significativo: as festas de Carnaval de 2026 receberam pelo menos R$ 85,2 milhões em recursos federais, provenientes de emendas parlamentares e patrocínios de órgãos ligados ao governo.

Esse valor gerou um intenso debate político, especialmente em um ano pré-eleitoral, onde as emendas parlamentares ganham destaque como vitrines para os políticos.

Patrocínios e Restrições

Os patrocínios, liderados pela Caixa e Embratur, revelaram o volume de investimento. A discussão também se estendeu a restrições em homenagens a autoridades públicas em eventos financiados com recursos federais, com um projeto de lei do senador Bruno Bonetti (PL-RJ) buscando vedar o uso de recursos públicos em eventos que promovam “exaltação personalizada” de agentes públicos.

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